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Espanha expõe crise na OTAN em meio a embates com Trump e defende criação de exército europeu
Espanha expõe crise na OTAN em meio a embates com Trump e defende criação de exército europeu
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O primeiro-ministro da Espanha, Pedro Sánchez, elevou o tom sobre a segurança europeia nesta sexta-feira (10), ao defender a criação imediata de um exército... 10.04.2026, Sputnik Brasil
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A declaração do premiê espanhol ocorre após ameaças do presidente dos Estados Unidos de retirar o país da aliança militar, o que tem ampliado a percepção de vulnerabilidade entre países europeus historicamente dependentes da estrutura liderada por Washington."Não em dez anos nem em dois, mas agora", afirmou Sánchez ao defender a formação de uma força militar europeia independente, sinalizando uma possível mudança estrutural na arquitetura de defesa do continente e uma resposta às incertezas sobre o futuro da OTAN.O ministro das Relações Exteriores da Espanha, José Manuel Albares, reforçou a posição ao destacar a necessidade de uma atuação mais autônoma da Europa diante do atual cenário internacional.Mais cedo, um artigo da mídia europeia informou que a aliança ocidental reconhece que o conflito no Oriente Médio dividiu os membros europeus do grupo. A publicação destaca que alguns países da UE temem que as decisões tomadas frustrem os esforços dos EUA para não retirar suas tropas da Europa.A União Europeia é um bloco político e econômico formado por 27 países e tem como um de seus principais pilares a promoção da paz e da estabilidade. Nos últimos anos, porém, o debate sobre o fortalecimento militar tem ganhado cada vez mais espaço. Entre as propostas em discussão pelas lideranças, destacam-se a redução da dependência dos Estados Unidos no setor de defesa e a adoção de discursos cada vez mais belicistas, inclusive direcionados a países como a Rússia.A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, chegou a defender o investimento de 500 bilhões de euros (R$ 2,9 trilhões) pelo bloco ao longo de dez anos. Entre os principais alvos do recurso estão sistemas de defesa aérea, munição e mísseis.Suspensão de acordo com IsraelDurante a declaração, Sánchez também defendeu a suspensão do acordo de associação entre a UE e Israel, citando os ataques no Líbano e as operações em Gaza como fatores determinantes para a medida.O acordo, em vigor desde 2000 e base das relações comerciais entre União Europeia e Israel, deveria ser suspenso "por coerência e também por empatia", segundo Sánchez, que afirmou que a Espanha está disposta a avançar com a medida ao lado de outros países europeus.As declarações ocorrem após o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, acusar a Espanha de travar uma "guerra diplomática" contra o país.De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS) e outras agências humanitárias, os ataques israelenses ao Líbano já deixaram mais de 1.700 mortos e quase 6 mil feridos. Mais de 1 milhão de pessoas foram deslocadas, o equivalente a cerca de um quinto da população libanesa.
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Espanha expõe crise na OTAN em meio a embates com Trump e defende criação de exército europeu
18:31 10.04.2026 (atualizado: 21:39 10.04.2026) O primeiro-ministro da Espanha, Pedro Sánchez, elevou o tom sobre a segurança europeia nesta sexta-feira (10), ao defender a criação imediata de um exército próprio da União Europeia (UE), em meio à crescente crise da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), por conta dos embates com Donald Trump.
A declaração do premiê espanhol ocorre após ameaças do
presidente dos Estados Unidos de retirar o país da aliança militar, o que tem ampliado a
percepção de vulnerabilidade entre países europeus historicamente dependentes da estrutura liderada por Washington.
"Não em dez anos nem em dois, mas agora", afirmou Sánchez ao defender a formação de uma força militar europeia independente, sinalizando uma possível mudança estrutural na arquitetura de defesa do continente e uma resposta às incertezas sobre o futuro da OTAN.
O ministro das Relações Exteriores da Espanha, José Manuel Albares, reforçou a posição ao destacar a necessidade de uma atuação mais autônoma da Europa diante do
atual cenário internacional.
Mais cedo, um artigo da mídia europeia informou que a aliança ocidental reconhece que o conflito no Oriente Médio dividiu os membros europeus do grupo. A publicação destaca que alguns países da UE temem que as decisões tomadas frustrem os esforços dos EUA para não retirar suas tropas da Europa.
"
As capitais europeias estavam em desacordo com as decisões que minaram os esforços para convencer os Estados Unidos a manter suas tropas no continente", ressalta a publicação.
A União Europeia é um bloco político e econômico formado por 27 países e tem como um de seus principais pilares a promoção da paz e da estabilidade. Nos últimos anos, porém, o debate sobre o fortalecimento militar tem ganhado cada vez mais espaço. Entre as propostas em discussão pelas lideranças, destacam-se a redução da dependência dos Estados Unidos no setor de defesa e a adoção de discursos cada vez mais belicistas, inclusive direcionados a países como a Rússia.
A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen,
chegou a defender o investimento de 500 bilhões de euros (R$ 2,9 trilhões) pelo bloco ao longo de dez anos. Entre os principais alvos do recurso estão sistemas de defesa aérea, munição e mísseis.
Suspensão de acordo com Israel
Durante a declaração, Sánchez também defendeu a suspensão do acordo de associação entre a UE e Israel, citando os ataques no Líbano e as operações em Gaza como fatores determinantes para a medida.
"Não podemos permitir outra Gaza no Líbano", afirmou o premiê espanhol ao acusar Israel de promover "violações flagrantes do direito internacional humanitário".
O acordo, em vigor desde 2000 e base das
relações comerciais entre União Europeia e Israel, deveria ser suspenso "por coerência e também por empatia", segundo Sánchez, que afirmou que a Espanha está
disposta a avançar com a medida ao lado de outros países europeus.
As declarações ocorrem após o
primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, acusar a Espanha de travar uma "guerra diplomática" contra o país.
De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS) e outras agências humanitárias, os ataques israelenses ao Líbano já deixaram mais de 1.700 mortos e quase 6 mil feridos. Mais de 1 milhão de pessoas foram deslocadas, o equivalente a cerca de um quinto da população libanesa.
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