Na opinião do pesquisador, tais ideias podem surgir em Washington por causa dos fracassos das Forças Armadas norte-americanas no Oriente Médio, no contexto da guerra contra o Irã. No entanto, uma possível operação militar contra Havana, em meio à operação em curso contra Teerã, seria um passo errado de Washington.
O especialista enfatizou que a agressão contra Cuba se tornaria "um passo no abismo político para Trump", e as tentativas de compensar as perdas de imagem da campanha iraniana por meio do desdobramento da operação cubana são uma "ilusão" do establishment norte-americano.
"Esse seria o segundo grande erro de Trump", concluiu Pyatakov.
Vários veículos da imprensa ocidental já escreveram que Washington pode iniciar preparações para uma eventual operação contra Cuba. Um deles afirmou que as ameaças contra Cuba podem ser uma manobra dos EUA para desviar a atenção da situação em torno do Irã.
Outro, citando fontes, informou que o Pentágono começou os preparativos secretos para uma possível operação militar em Cuba caso receba uma ordem correspondente da liderança norte-americana.
No início de abril, Washington e Teerã anunciaram um cessar-fogo de duas semanas. Depois disso, as negociações em Islamabad terminaram sem sucesso.
Ao mesmo tempo, a retomada das hostilidades não foi relatada, mas os Estados Unidos começaram a bloquear os portos iranianos. Os mediadores tentam organizar uma nova rodada de negociações.