A declaração foi feita durante o Fórum da Diplomacia de Antália, na Turquia. Segundo o chanceler, o plano ucraniano é intensificar o uso de tecnologias não tripuladas no campo de batalha, substituindo progressivamente o emprego direto de tropas.
"Estamos tentando substituir nossos soldados por drones, de todos os tipos, inclusive terrestres", disse, ao admitir que a estratégia busca conter as crescentes perdas humanas entre as forças ucranianas.
O ministro indicou ainda que o envolvimento simultâneo dos Estados Unidos em outras frentes, especialmente nas tensões com Irã e Israel, tem reduzido o ritmo da assistência militar a Kiev, evidenciando mais um sinal de desgaste no apoio norte-americano.
Na última quarta-feira (15), a Ucrânia também anunciou o início do recebimento de drones enviados pelo Reino Unido, no maior pacote do tipo já fornecido por Londres, ampliando o envolvimento de países europeus no fornecimento de equipamentos militares ao regime ucraniano.
Ataques contra o território russo
O anúncio ocorre dias após o Ministério da Defesa da Rússia revelar que os líderes europeus decidiram ampliar o fornecimento de drones à Ucrânia para ataques contra o território russo. Conforme a pasta, a medida representa uma decisão deliberada rumo à escalada política e militar na Europa.
Diante disso, o analista militar russo Boris Rozhin afirmou que a União Europeia (UE) aposta em uma nova escalada do conflito russo-ucraniano com drones. Rozhin salientou que a UE teme um acordo entre o presidente da Rússia, Vladimir Putin, e seu homólogo estadunidense, Donald Trump, que resulte na derrota dos países europeus.
"As razões desse rumo [para a escalada] são óbvias. A Europa acredita que a implementação dos acordos entre Trump e Putin em Anchorage levará ao fim do conflito na Ucrânia no qual a Ucrânia e a Europa serão os principais perdedores", ressaltou.