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Gilmar Mendes pede inclusão de Romeu Zema no inquérito das fake news

Ministro do STF aponta uso de deepfake em vídeo com críticas ao Supremo e afirma que conteúdo atinge a honra da Corte e busca promoção pessoal do ex-governador.
Sputnik
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes enviou uma notícia-crime ao colega Alexandre de Moraes solicitando a investigação do ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo), no âmbito do inquérito das fake news. O caso tramita sob sigilo.
A ação foi motivada por um vídeo publicado por Zema, quando ainda era governador, como parte da série "Os intocáveis". Na produção, fantoches representam os ministros Dias Toffoli e Gilmar Mendes, satirizando uma decisão do próprio Mendes, que anulou a quebra de sigilos de uma empresa ligada à família de Toffoli.
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No pedido, Gilmar Mendes cita o uso de deepfake e "sofisticada edição profissional" para simular as vozes dos magistrados e criar um diálogo que, além de inexistente, teria como objetivo "vulnerar a higidez desta instituição da República", em referência ao STF.
O ministro afirma ainda que o conteúdo "vilipendia não apenas a honra e a imagem deste Supremo Tribunal Federal, como também da minha própria pessoa" e que o vídeo busca a promoção pessoal do ex-governador.
Após a repercussão, Zema reagiu nas redes sociais, voltou a publicar o vídeo e classificou a medida como "absurda". O ex-governador afirmou que se trata de uma peça de humor e sugeriu que a reação dos ministros demonstra incômodo com as críticas.
"Se um teatro de fantoches é visto como ameaça, é sinal de que a carapuça serviu", escreveu, defendendo o uso do humor como forma de crítica ao poder. Aliados do político, como parlamentares do Novo e de outros partidos, também manifestaram apoio, enquanto a legenda afirmou que, "em um país sério, uma acusação dessas seria uma piada".
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