Panorama internacional

Irã não participará de negociações sob pressão e cobra fim de bloqueio, diz presidente

O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, afirmou em conversa com o primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, que Teerã não participará de negociações de paz sob pressão, ameaças ou bloqueio do estreito de Ormuz, informou neste sábado (25) a Press TV.
Sputnik
"Em conversa telefônica com o primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, o presidente Pezeshkian confirmou que o Irã não entrará em negociações sob pressão, ameaças ou bloqueio", diz a emissora.
O presidente iraniano também afirmou que, para a retomada do diálogo, recomenda que os Estados Unidos removam todos os obstáculos, incluindo o fim do bloqueio do estreito de Ormuz.
Mais cedo, o homólogo dos Estados Unidos, Donald Trump, decidiu cancelar a viagem do enviado especial Steve Witkoff e de seu genro Jared Kushner ao Paquistão, onde participariam de negociações indiretas.
Segundo Trump, a decisão reflete a avaliação de que Washington mantém vantagem estratégica no atual momento. Apesar do cancelamento da missão diplomática, o presidente norte-americano afirmou que os Estados Unidos continuam abertos a negociações com Teerã, ainda que tenha demonstrado ceticismo em relação à eficácia de encontros presenciais neste momento.
Além disso, o líder norte-americano afirmou que há falta de entendimento, por parte dos EUA, sobre quem está no comando da República Islâmica. "Ninguém sabe quem manda, incluindo eles mesmos", declarou.
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Prejuízos milionários ao Irã

Em meio às reviravoltas sobre o conflito no Oriente Médio, cujo cessar-fogo no Irã segue em vigor nos últimos dias, Trump chegou a afirmar nesta semana que manter o estreito fechado traz prejuízos milionários ao Irã, que só não reabre sua passagem para "manter as aparências", devido ao bloqueio marítimo estadunidense na região.
Trump afirmou que o Irã prefere mantê-lo aberto para continuar ganhando cerca de US$ 500 milhões (R$ 2,4 bilhões) por dia — valor que, segundo ele, o país perde quando o estreito é fechado.

"Eles só dizem que querem fechá-lo, porque eu o bloqueei completamente fechado, então estão apenas tentando 'manter as aparências'. Há quatro dias, pessoas me procuraram dizendo: 'Senhor, o Irã quer reabrir o estreito imediatamente'. Mas, se fizermos isso, nunca poderá haver um acordo com o Irã, a menos que destruamos o resto do país deles, incluindo seus líderes", declarou ele.

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