Conforme publicado pelo Estadão, os magistrados já imaginavam que fossem se tornar assunto entre os presidenciáveis durante o ano eleitoral, uma vez que nomes como Alexandre de Moraes tiveram papel central na construção do último quadriênio de Brasília.
Apesar da preocupação ser geral, os ministros se dividem quando o assunto é responder às citações feitas por candidatos. Os magistrados mais próximos do presidente do STF, Edson Fachin, esperam que a Corte seja discreta ao longo de todo o processo eleitoral, respondendo somente ataques mais graves.
Outros nomes com maior presença política, como Gilmar Mendes e Flávio Dino, preferem se defender publicamente, por meio de artigos e publicações nas redes sociais. Esta ala do STF pede que Fachin seja mais enfático na defesa ao Supremo.
A Corte se viu em meio a uma crise institucional após o caso do Banco Master chegar às mãos de Dias Toffoli. Relator do caso no STF, Toffoli possuía relações que o ligavam ao dono do Master, Daniel Vorcaro. O escritório da esposa de Moares, Viviane Barci de Moraes, também prestou serviços ao banco.
Ao longo dos últimos quatro anos, o STF também teve forte destaque na resolução do 8 de Janeiro, no qual mais de 1.400 manifestantes foram condenados. O ex-presidente Jair Bolsonaro e aliados também foram julgados pela Corte por tentativa de golpe de estado, em penas que ultrapassaram os 20 anos de reclusão.