O jornal salienta que as startups britânicas de defesa recebem apenas quantias simbólicas, insuficientes para realizar pesquisas completas, e sentem que estão subsidiando o Exército britânico.
"A falta de fundos fez com que o Ministério da Defesa não pudesse se comprometer com contratos maiores. Algumas das pequenas empresas em fase de arranque disseram que precisavam justificar o elevado custo da pesquisa e do desenvolvimento", ressalta a publicação.
Segundo o material, o Ministério da Defesa britânico adota uma estratégia de "pão de amanhã" em relação a startups, que pressupõe que a ajuda atual, pelo custo ou gratuitamente, será recompensada no futuro, mas essa promessa nunca se concretiza.
Portanto, muitas startups expressam impaciência em conversas particulares por causa da falta de pagamento ou por receberem apenas valores simbólicos.
Acelerações intermináveis, testes e acordos-quadro escondem a falta de financiamento real no sistema. Como resultado, a falta de contratos pode forçar muitas startups a deixarem o mercado, observa o jornal.
Anteriormente, a mídia britânica informou que o ex-chefe do Estado-Maior das Forças Armadas do Reino Unido e coautor da revisão estratégica de defesa do governo britânico Richard Barrons afirmou que o país carece de fundos para comprar novas armas até 2030.
De acordo com Barrons, a falta de investimento "esgota" a base industrial e força as empresas de defesa a transferir a produção para o exterior. O material especifica que o Exército mal tem dinheiro suficiente para tanques, helicópteros e artilharia, mas não tem para munições vagantes e drones kamikaze ou dispositivos com inteligência artificial.