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Nísia Trindade é demitida após conversa com Lula, e Padilha assume Ministério da Saúde

© Foto / Divulgação / Ricardo StuckertNísia Trindade toma posse como ministra da Saúde ao lado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Brasília (DF), 2 de janeiro de 2023
Nísia Trindade toma posse como ministra da Saúde ao lado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Brasília (DF), 2 de janeiro de 2023 - Sputnik Brasil, 1920, 25.02.2025
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Após mais de dois anos no cargo, a ministra da Saúde, Nísia Trindade, foi demitida nesta terça-feira (25), após conversa com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva no Palácio do Planalto. A saída de Nísia já era ventilada há dias para abrir espaço para uma reforma ministerial articulada por Lula.
Em nota publicada pelo Planalto, o governo confirmou que Alexandre Padilha deixa a Secretaria de Relações Institucionais para assumir a pasta, cuja posse vai ocorrer no dia 6 de março, já na próxima semana. "O presidente agradeceu à ministra pelo trabalho e dedicação à frente do ministério", acrescentou a publicação.
Conforme fontes palacianas indicaram à Sputnik Brasil, o deputado federal José Guimarães (PT-CE), líder do partido na Câmara Federal, é cotado para assumir o cargo de Padilha na secretaria.
Nísia Trindade toma posse como ministra da Saúde, em cerimônia realizada no Palácio do Planalto. Brasília, 2 de janeiro de 2023. - Sputnik Brasil, 1920, 22.02.2025
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Mais cedo, a ministra Nísia Trindade participou, ao lado do presidente Lula, de um evento que anunciou um acordo do governo federal com o Instituto Butantan para a produção de 60 milhões de doses anuais da vacina contra a dengue. A cerimônia ocorreu no Palácio do Planalto, e, já em clima de despedida, Nísia foi aplaudida de pé pelos convidados.

Com perfil técnico, Nísia presidia a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e assumiu a pasta no início do governo Lula, em janeiro de 2023. Porém a gestão à frente da pasta foi alvo de diversas críticas, tanto do governo quanto no Congresso Nacional.

A mudança ocorre em meio a divulgações de pesquisas de opinião que mostraram a queda da popularidade da gestão petista. Uma das medidas para reverter o quadro é a reforma ministerial, para pressionar por mais entregas de pastas, como é o caso da Saúde. Além disso, o governo pretende abrir espaço para novas indicações de partidos aliados, já de olho em apoios para a campanha à reeleição no próximo ano.
No início do ano, Lula oficializou a troca na Secretaria de Comunicação Social (Secom) com a entrada de Sidônio Palmeira, publicitário responsável pela campanha presidencial do PT em 2022. O principal objetivo era potencializar em 90 dias a comunicação do governo, abalada nos últimos meses, principalmente após o episódio de divulgações em massa de notícias falsas sobre uma possível taxação do Pix.
Presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao lado da ministra da saúde, Nísia Trindade, durante cerimônia de assinatura de parcerias para fortalecimento da produção e inovação de vacinas e biofármacos, em Brasília (DF) 25 de fevereiro de 2025. - Sputnik Brasil, 1920, 25.02.2025
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Padilha chefiou a pasta da Saúde no governo Dilma

Médico infectologista pela Universidade de São Paulo (USP), Alexandre Padilha foi reeleito deputado federal em São Paulo pelo PT nas últimas eleições. Entre 2009 e 2010, chefiou a pasta das Relações Institucionais, no segundo mandato do presidente Lula.
Já no primeiro mandato da ex-presidente Dilma Rousseff, entre 2011 e 2014, Alexandre Padilha esteve à frente do Ministério da Saúde. Na época, foi responsável pela implementação do programa Mais Médicos, cujo objetivo era acabar com a falta de profissionais em unidades de saúde localizadas no interior do Brasil e nas periferias das grandes cidades. Em 2019, no início da gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), o programa foi encerrado.
Na gestão do ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad, Padilha também assumiu as pastas das Relações Institucionais e da Saúde.
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