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Diplomatas dos EUA recusam atuar na Venezuela e chamam ações de Washington de ocupação, diz mídia

© AP Photo / Fernando LlanoBandeira dos EUA junto da embaixada do país em Caracas, Venezuela, em 24 de janeiro de 2019
Bandeira dos EUA junto da embaixada do país em Caracas, Venezuela, em 24 de janeiro de 2019 - Sputnik Brasil, 1920, 05.01.2026
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Alguns diplomatas dos Estados Unidos afirmaram que se recusarão a trabalhar na embaixada norte-americana na Venezuela caso suas atividades sejam retomadas, classificando as ações de Washington no país como uma "ocupação", informou nesta segunda-feira (5) o jornal Washington Post, citando uma fonte anônima.
Conforme a publicação, um grupo de diplomatas de carreira se voluntariou para ir a Caracas com o objetivo de reabrir a embaixada dos EUA no país, vendo a iniciativa como uma "oportunidade de abrir um novo caminho nas relações entre Estados Unidos e Venezuela".

"Outros diplomatas, no entanto, recusaram essa possibilidade, por considerarem que isso significaria colaborar com forças de ocupação no país", destaca o jornal.

Mais cedo, o presidente dos EUA, Donald Trump, disse a jornalistas que sua administração avalia a possibilidade de reabrir a embaixada na Venezuela.
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Caracas rompeu relações com os Estados Unidos em março de 2019, depois que Washington reconheceu Juan Guaidó como presidente interino da Venezuela. No mesmo ano, o corpo diplomático dos EUA deixou a embaixada.
Em 3 de janeiro, os Estados Unidos realizaram um ataque de grande escala contra a Venezuela; o presidente do país, Nicolás Maduro, e sua esposa, Cilia Flores, foram sequestrados e levados para Nova York. Trump afirmou que Maduro e Flores seriam julgados por suposto envolvimento com narcoterrorismo e por representarem uma ameaça, inclusive, aos Estados Unidos.
Já Maduro e sua esposa declararam-se inocentes das acusações durante audiência em um tribunal de Nova York.
Em resposta à operação dos EUA, Caracas solicitou uma reunião de emergência da ONU, e o Supremo Tribunal da Venezuela atribuiu temporariamente as funções de chefe de Estado à vice-presidente Delcy Rodríguez, que prestou juramento diante da Assembleia Nacional.
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