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Mídia: China e Coreia do Sul selam novos acordos e reaproximam laços em meio a tensão regional
Mídia: China e Coreia do Sul selam novos acordos e reaproximam laços em meio a tensão regional
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China e Coreia do Sul reacenderam sua cooperação econômica após anos de distanciamento, firmando US$ 44 milhões em novos contratos e mais de 30 acordos... 07.01.2026, Sputnik Brasil
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A China e a Coreia do Sul retomaram com força sua cooperação econômica após anos de distanciamento, firmando US$ 44 milhões (cerca de R$ 239,58 milhões) em novos contratos de exportação e dezenas de memorandos de entendimento. Pela primeira vez em nove anos, Seul realizou em Pequim um grande evento de promoção de exportações e atração de investimentos, reunindo cerca de 300 participantes, entre líderes empresariais e investidores. Segundo o South China Morning Post (SCMP), gigantes chinesas de tecnologia como Alibaba, JD.com e Tencent marcaram presença, ao lado de representantes de governos provinciais.O resultado imediato foi a assinatura de 24 contratos de exportação, totalizando US$ 44,11 milhões, segundo o Ministério do Comércio sul-coreano. De acordo com o SCMP, a iniciativa foi interpretada como um marco nos esforços para reparar as relações bilaterais, abaladas desde a instalação do sistema antimíssil THAAD em território sul-coreano, em 2017. A delegação econômica que acompanhou Lee na viagem reuniu 400 representantes de 161 empresas, incluindo executivos de conglomerados como Samsung, SK, Hyundai e LG.Além dos contratos, 32 novos memorandos de entendimento (MOUs, na sigla em inglês) foram firmados entre empresas dos dois países. Entre eles, destaca-se o acordo entre Alibaba e o Grupo Shinsegae para ampliar a presença de produtos premium sul-coreanos nas plataformas chinesas, com a meta de superar 1 trilhão de won (mais de R$ 3,84 bilhões) em transações anuais em cinco anos. Outros MOUs envolvem áreas como mobilidade futura, robótica, desenvolvimento de conteúdo e expansão das exportações de alimentos e cosméticos, segundo a apuração.O governo sul-coreano afirmou que ampliará o apoio às empresas interessadas no mercado chinês, com ações de marketing e integração às redes de distribuição. Apesar do avanço econômico, temas sensíveis como o boicote informal da China à cultura pop coreana não foram discutidos durante os encontros.A reaproximação sino-coreana contrasta com o esfriamento das relações entre China e Japão. As tensões aumentaram após declarações da primeira-ministra japonesa Sanae Takaichi sobre possível intervenção no estreito de Taiwan. Em resposta, Pequim restringiu exportações de produtos de uso dual para entidades ligadas às Forças de Defesa japonesas. Paralelamente, importantes entidades empresariais japonesas adiaram sua tradicional visita anual à China, interrompendo uma prática mantida desde 1975.
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Mídia: China e Coreia do Sul selam novos acordos e reaproximam laços em meio a tensão regional
05:35 07.01.2026 (atualizado: 05:57 07.01.2026) China e Coreia do Sul reacenderam sua cooperação econômica após anos de distanciamento, firmando US$ 44 milhões em novos contratos e mais de 30 acordos empresariais em meio ao agravamento das tensões entre Pequim e Tóquio, marcando um raro avanço diplomático na região.
A China e a Coreia do Sul retomaram com força sua
cooperação econômica após anos de distanciamento,
firmando US$ 44 milhões (cerca de R$ 239,58 milhões) em novos contratos de exportação e dezenas de memorandos de entendimento.
O movimento ocorre em meio a mudanças na dinâmica regional, especialmente diante do agravamento da disputa diplomática entre Pequim e Tóquio. A reaproximação foi impulsionada por uma cúpula de alto nível entre os presidentes sul-coreano Lee Jae-myung e o chinês Xi Jinping. O encontro incluiu consultas individuais, apresentações regionais e demonstrações de produtos coreanos.
Pela
primeira vez em nove anos, Seul realizou em Pequim um grande evento de promoção de exportações e atração de investimentos, reunindo cerca de 300 participantes, entre líderes empresariais e investidores.
Segundo o South China Morning Post (SCMP),
gigantes chinesas de tecnologia como Alibaba, JD.com e Tencent marcaram presença, ao lado de representantes de governos provinciais.
O resultado imediato foi a assinatura de 24 contratos de exportação, totalizando US$ 44,11 milhões, segundo o Ministério do Comércio sul-coreano. De acordo com o SCMP, a iniciativa foi interpretada como um
marco nos esforços para reparar as relações bilaterais, abaladas desde a instalação do
sistema antimíssil THAAD em território sul-coreano, em 2017.
A delegação econômica que acompanhou Lee na viagem reuniu 400 representantes de 161 empresas, incluindo executivos de conglomerados como Samsung, SK, Hyundai e LG.

26 de dezembro 2025, 06:12
Além dos contratos, 32 novos memorandos de entendimento (MOUs, na sigla em inglês) foram firmados entre empresas dos dois países. Entre eles, destaca-se o acordo entre Alibaba e o Grupo Shinsegae para
ampliar a presença de produtos premium sul-coreanos nas plataformas chinesas, com a
meta de superar 1 trilhão de won (mais de R$ 3,84 bilhões) em transações anuais em cinco anos. Outros MOUs envolvem áreas como mobilidade futura, robótica, desenvolvimento de conteúdo e expansão das exportações de alimentos e cosméticos, segundo a apuração.
O governo sul-coreano afirmou que
ampliará o apoio às empresas interessadas no mercado chinês, com ações de marketing e integração às
redes de distribuição. Apesar do avanço econômico, temas sensíveis como o boicote informal da China à cultura pop coreana não foram discutidos durante os encontros.
A reaproximação sino-coreana
contrasta com o esfriamento das relações entre China e Japão. As
tensões aumentaram após declarações da primeira-ministra japonesa Sanae Takaichi sobre possível intervenção no estreito de Taiwan.
Em resposta, Pequim restringiu exportações de produtos de uso dual para entidades ligadas às Forças de Defesa japonesas. Paralelamente, importantes entidades empresariais japonesas adiaram sua tradicional visita anual à China, interrompendo uma prática mantida desde 1975.
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