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Ato na USP termina em tumulto enquanto Brasil marca três anos do 8 de janeiro

© Sputnik / Guilherme CorreiaAto na USP em São Paulo lembra os três anos do 8 de Janeiro. 8 de janeiro de 2025.
Ato na USP em São Paulo lembra os três anos do 8 de Janeiro. 8 de janeiro de 2025. - Sputnik Brasil, 1920, 09.01.2026
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Manifestação realizada na tarde desta quinta-feira (8) no Salão Nobre da Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo (USP), no centro de São Paulo (SP), terminou em confusão entre apoiadores de diferentes espectros políticos.
A mobilização foi organizada por entidades como o Partido dos Trabalhadores (PT) de São Paulo, o grupo Prerrogativas e outras cerca de 40 organizações, e coincidiu com os três anos dos ataques de 8 de janeiro de 2023.
O ato também ocorreu horas depois do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) vetar integralmente o PL da Dosimetria durante cerimônia em Brasília (DF).
De acordo com participantes, o clima esquentou quando o ex-deputado estadual Douglas Garcia (União Brasil), acompanhado do vereador Rubinho Nunes (União Brasil) e de assessores, passou a abordar manifestantes no segundo andar do prédio.
O grupo foi apontado como responsável por provocações que desencadearam o tumulto. A confusão rapidamente se espalhou para a área externa, onde militantes de direita e esquerda chegaram a trocar socos e empurrões. Policiais que acompanhavam o ato não intervieram.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (C) participa da cerimônia relativa aos atos antidemocráticos de 8 de janeiro, Brasília, 8 de janeiro de 2026 - Sputnik Brasil, 1920, 08.01.2026
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No Largo de São Francisco, organizadores reforçaram que o 8 de janeiro deve ser lembrado como marco de resistência democrática. Manifesto assinado por mais de 200 personalidades, entre elas Marco Aurélio de Carvalho, a senadora Teresa Leitão (PT-PE) e o advogado Pierpaolo Bottini, defende criar uma memória coletiva sobre os ataques de 2023.
O documento afirma que a data representa "uma festa cívica histórica em defesa da democracia" e alerta para a necessidade de vigilância permanente contra ameaças ao Estado de Direito.
Durante o ato, palavras de ordem como "sem anistia" foram repetidas por todo o público, que também entoou críticas ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. "Se cuida imperialista, a América Latina vai ser toda socialista", cantavam.
O presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, durante entrevista no Palácio da Alvorada, em Brasília (DF), em setembro de 2025 - Sputnik Brasil, 1920, 08.01.2026
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O ator Paulo Betti, que conduziu a cerimônia, pediu mobilização para impedir que o Congresso derrube o veto presidencial ao PL da Dosimetria, afirmando que a eleição de parlamentares comprometidos com a democracia será decisiva.
Participaram ainda o ex-presidente do PT, José Genoíno, ovacionado pelos presentes, e o deputado federal Ricardo Galvão (Rede), ex-diretor do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE).
Em discurso, Genoíno defendeu o enfrentamento ao que chamou de "classe dominante corrupta, entreguista e autoritária" e afirmou que a disputa em torno da dosimetria deve ser travada "nas ruas e não apenas nos palácios".
O PL vetado poderia beneficiar condenados pelos atos golpistas, incluindo o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), preso na sede da Polícia Federal em Brasília.

Ataque a Brasília

O 8 de janeiro de 2023 ficou marcado pela invasão e depredação das sedes dos Três Poderes em Brasília por apoiadores do então presidente Bolsonaro, em atos amplamente qualificados como tentativa de golpe de Estado.
Naquele dia, manifestantes invadiram o Congresso Nacional, o Palácio do Planalto e o Supremo Tribunal Federal (STF) em protesto contra o resultado das eleições presidenciais de 2022.
Lula afirmou que a data é "uma exaltação ao momento que estamos vivendo, de manutenção do Estado Democrático de Direito" e destacou que "a democracia precisa ser defendida todos os dias", ressaltando o papel das instituições e da participação cidadã.
Em publicação nas redes sociais, o presidente reforçou que o episódio de 8 de janeiro "é um dia para não esquecer", em referência aos ataques que chocaram o país e marcaram sua história recente.
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