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Burnout cresce quase 500% e já impacta fortemente a Previdência Social, diz mídia
Burnout cresce quase 500% e já impacta fortemente a Previdência Social, diz mídia
Sputnik Brasil
Os afastamentos por burnout — impulsionados por jornadas longas, hiperconexão e precarização do trabalho — dispararam no país, com um aumento de quase 500% em... 11.01.2026, Sputnik Brasil
2026-01-11T07:06-0300
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O número de afastamentos por burnout no Brasil cresceu de forma acelerada nos últimos anos, transformando a síndrome do esgotamento profissional em um problema de saúde pública e também previdenciário. Segundo dados do Ministério da Previdência Social compilados pela Folha de S.Paulo, os auxílios-doença por esgotamento aumentaram 493% entre 2021 e 2024, pressionando as contas do INSS. Apenas no primeiro semestre de 2025, os registros já correspondiam a mais de 70% do total do ano anterior.Especialistas alertaram à mídia que os números podem ser ainda maiores, já que o burnout é de difícil diagnóstico e muitas vezes aparece mascarado por outras doenças. Além disso, trabalhadores informais, que não contribuem para o INSS, ficam fora das estatísticas oficiais. O avanço dos transtornos mentais também se reflete no conjunto dos auxílios-doença: em 2024, mais de 472 mil afastamentos foram motivados por problemas de saúde mental, número que continuou crescendo em 2025.O aumento dos casos ocorre em um cenário marcado por longas jornadas, hiperconexão, home office ampliado e precarização das relações de trabalho. A pandemia de COVID-19 intensificou esses fatores, criando um ambiente propício ao adoecimento. Em resposta, o governo reforçou o reconhecimento do burnout como doença ocupacional em 2023 e passou a exigir, a partir de 2024, o mapeamento de riscos psicossociais nas empresas — embora as multas por descumprimento tenham sido adiadas para 2026 após pressão empresarial.As despesas com auxílios-doença vêm crescendo acima da média dos demais benefícios, saltando de R$ 18,9 bilhões em 2022 para R$ 31,8 bilhões em 2024. Especialistas apontaram à Folha que afastamentos por transtornos mentais tendem a durar mais tempo, o que amplia o impacto financeiro para a Previdência e para o país. Ao mesmo tempo, o trabalhador enfrenta perda de renda, instabilidade financeira e dificuldade para custear tratamentos, já que o benefício costuma ser inferior ao salário.O fenômeno também se reflete no Judiciário. Processos trabalhistas envolvendo burnout aumentam ano após ano, com mais de 20 mil menções ao termo em 2025 e um passivo estimado em R$ 3,63 bilhões para as empresas. Advogados afirmam que esses casos são resultado de exposições prolongadas a ambientes de trabalho adoecedores e reforçam que a síndrome deve ser tratada como um problema estrutural, não como fragilidade individual.De acordo com a apuração, pesquisadores e ex-gestores da Previdência destacam que o crescimento dos afastamentos por transtornos mentais é uma tendência de longa duração, observada desde o início dos anos 2000 e agravada pelas transformações recentes do mercado de trabalho. Setores historicamente pressionados por metas, como o bancário, já apresentavam índices elevados de adoecimento psíquico muito antes da pandemia de COVID-19.Para ter acesso ao auxílio-doença, o trabalhador precisa apresentar atestado médico com Classificação Internacional de Doenças (CID) e comprovar que o adoecimento está relacionado ao trabalho. O pedido é feito pela Central 135 ou pelo aplicativo Meu INSS. Enquanto isso, especialistas defendem políticas mais robustas de prevenção e ambientes laborais que reduzam a sobrecarga, sob risco de o burnout continuar avançando e ampliando seus impactos sociais, econômicos e humanos.
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Burnout cresce quase 500% e já impacta fortemente a Previdência Social, diz mídia
Os afastamentos por burnout — impulsionados por jornadas longas, hiperconexão e precarização do trabalho — dispararam no país, com um aumento de quase 500% em quatro anos e impacto crescente nas contas da Previdência.
O número de
afastamentos por burnout no Brasil cresceu de forma acelerada nos últimos anos, transformando a síndrome do esgotamento profissional em um problema de saúde pública e também previdenciário. Segundo dados do Ministério da Previdência Social
compilados pela Folha de S.Paulo, os
auxílios-doença por esgotamento aumentaram 493% entre 2021 e 2024, pressionando as contas do INSS. Apenas no primeiro semestre de 2025, os registros já correspondiam a mais de 70% do total do ano anterior.
Especialistas alertaram à mídia que os números podem ser ainda maiores, já que o
burnout é de difícil diagnóstico e muitas vezes aparece mascarado por outras doenças. Além disso, trabalhadores informais, que não contribuem para o INSS, ficam fora das estatísticas oficiais. O avanço dos
transtornos mentais também se reflete no conjunto dos auxílios-doença: em 2024, mais de 472 mil afastamentos foram motivados por problemas de saúde mental, número que continuou crescendo em 2025.
O aumento dos casos ocorre em um cenário marcado por
longas jornadas, hiperconexão, home office ampliado e precarização das relações de trabalho. A pandemia de COVID-19
intensificou esses fatores, criando um ambiente propício ao adoecimento. Em resposta, o governo reforçou o reconhecimento do burnout como doença ocupacional em 2023 e passou a exigir, a partir de 2024, o mapeamento de riscos psicossociais nas empresas — embora as multas por descumprimento tenham sido adiadas para 2026 após pressão empresarial.
As despesas com auxílios-doença vêm crescendo acima da média dos demais benefícios,
saltando de R$ 18,9 bilhões em 2022 para R$ 31,8 bilhões em 2024. Especialistas apontaram à Folha que afastamentos por transtornos mentais tendem a durar mais tempo, o que amplia o
impacto financeiro para a Previdência e para o país. Ao mesmo tempo, o trabalhador enfrenta perda de renda, instabilidade financeira e dificuldade para custear tratamentos, já que o benefício costuma ser inferior ao salário.
O fenômeno também se reflete no Judiciário. Processos trabalhistas envolvendo burnout aumentam ano após ano, com
mais de 20 mil menções ao termo em 2025 e um passivo estimado em R$ 3,63 bilhões para as empresas. Advogados afirmam que esses casos são resultado de exposições prolongadas a
ambientes de trabalho adoecedores e reforçam que a síndrome deve ser tratada como um problema estrutural, não como fragilidade individual.
De acordo com a apuração, pesquisadores e ex-gestores da Previdência destacam que o crescimento dos afastamentos por transtornos mentais é uma tendência de longa duração, observada desde o início dos anos 2000 e agravada pelas transformações recentes do mercado de trabalho. Setores historicamente pressionados por metas, como o bancário, já apresentavam índices elevados de adoecimento psíquico muito antes da pandemia de COVID-19.
Para ter acesso ao auxílio-doença, o
trabalhador precisa apresentar atestado médico com Classificação Internacional de Doenças (CID) e comprovar que o adoecimento está relacionado ao trabalho. O
pedido é feito pela Central 135 ou pelo aplicativo Meu INSS. Enquanto isso, especialistas defendem
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