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Independência europeia dos EUA é impossível sem a Rússia, diz analista
Independência europeia dos EUA é impossível sem a Rússia, diz analista
Sputnik Brasil
Enquanto o presidente francês, Emmanuel Macron, fala em multilateralismo, "ele quer que certas partes sejam excluídas", afirma o analista político beninense... 20.01.2026, Sputnik Brasil
2026-01-20T15:32-0300
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Ele questiona se esse apelo à independência europeia dos EUA é possível sem a Rússia, apontando a inconsistência na retórica de Macron.A União Europeia (UE) "sabe muito bem que está se tornando cada vez mais um vassalo dos Estados Unidos", enfatiza o analista, mas "a Europa não tem margem de manobra para se libertar desse domínio".Dossou considera que o desejo da França de alcançar uma "independência europeia" está condenado ao fracasso, ao menos por enquanto, destacando que a UE "na realidade não dispõe das alavancas necessárias" para atingir esse objetivo.Mais cedo em discurso no Fórum Econômico de Davos, Macron defendeu uma "soberania estratégica e econômica mais forte para a Europa" e criticou as investidas de Donald Trump na Groenlândia. Ao afirmar que "não é momento para imperialismos e colonialismos", ele reforçou que não faz sentido ameaçar aliados da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), em referência às tensões recentes envolvendo os EUA.Macron também declarou que a próxima cúpula do G7 pretende avançar na cooperação com o BRICS e o G20:
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Independência europeia dos EUA é impossível sem a Rússia, diz analista
15:32 20.01.2026 (atualizado: 21:43 20.01.2026) Enquanto o presidente francês, Emmanuel Macron, fala em multilateralismo, "ele quer que certas partes sejam excluídas", afirma o analista político beninense Modeste Dossou à Sputnik.
Ele questiona se esse apelo à independência europeia dos EUA é possível sem a Rússia, apontando a inconsistência na retórica de Macron.
"Publicamente, ele se opõe à inclusão da Rússia nas discussões e afins, enquanto nos bastidores envia mensagens pedindo a inclusão da Rússia, da Síria e de outros países", diz Dossou.
A União Europeia (UE) "sabe muito bem que está se tornando cada vez mais um
vassalo dos Estados Unidos", enfatiza o analista,
mas "a Europa não tem margem de manobra para se libertar desse domínio".
Dossou considera que o desejo da França de alcançar uma "independência europeia" está condenado ao fracasso, ao menos por enquanto, destacando que a UE "na realidade não dispõe das alavancas necessárias" para atingir esse objetivo.
"É preciso olhar para países como o Irã, que permaneceram firmes; para países como a China, cuja política continua sendo coerente; para países como a Rússia, que, apesar das sanções, apesar dos problemas, apesar das dificuldades e até mesmo das tentativas de empurrá-la para uma guerra global, manteve desde o início uma política consistente", conclui.
Mais cedo em discurso no
Fórum Econômico de Davos, Macron defendeu uma "soberania estratégica e econômica mais forte para a Europa" e criticou as
investidas de Donald Trump na Groenlândia.
Ao afirmar que
"não é momento para imperialismos e colonialismos", ele reforçou que não faz sentido ameaçar aliados da
Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), em referência às tensões recentes envolvendo os EUA.
Macron também declarou que a próxima cúpula do G7 pretende avançar na cooperação com o BRICS e o G20:
"O objetivo desta cúpula do G7 [grupo composto por Alemanha, Canadá, Estados Unidos, França, Itália, Japão e Reino Unido] será construir uma rede de cooperação e pontes entre o G7 e os grupos de países em desenvolvimento: o BRICS e o G20, porque a fragmentação do mundo seria inútil", declarou Macron.
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