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Independência europeia dos EUA é impossível sem a Rússia, diz analista

© AP Photo / Evan VucciPresidente dos Estados Unidos, Donald Trump (à esq.), em encontro com a presidente da Comissão Europeia, Usula von Der Leyen, no Fórum Econômico Mundial, em Davos, na Suíça, em 21 de janeiro de 2020
Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (à esq.), em encontro com a presidente da Comissão Europeia, Usula von Der Leyen, no Fórum Econômico Mundial, em Davos, na Suíça, em 21 de janeiro de 2020 - Sputnik Brasil, 1920, 20.01.2026
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Enquanto o presidente francês, Emmanuel Macron, fala em multilateralismo, "ele quer que certas partes sejam excluídas", afirma o analista político beninense Modeste Dossou à Sputnik.
Ele questiona se esse apelo à independência europeia dos EUA é possível sem a Rússia, apontando a inconsistência na retórica de Macron.

"Publicamente, ele se opõe à inclusão da Rússia nas discussões e afins, enquanto nos bastidores envia mensagens pedindo a inclusão da Rússia, da Síria e de outros países", diz Dossou.

A União Europeia (UE) "sabe muito bem que está se tornando cada vez mais um vassalo dos Estados Unidos", enfatiza o analista, mas "a Europa não tem margem de manobra para se libertar desse domínio".
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Dossou considera que o desejo da França de alcançar uma "independência europeia" está condenado ao fracasso, ao menos por enquanto, destacando que a UE "na realidade não dispõe das alavancas necessárias" para atingir esse objetivo.

"É preciso olhar para países como o Irã, que permaneceram firmes; para países como a China, cuja política continua sendo coerente; para países como a Rússia, que, apesar das sanções, apesar dos problemas, apesar das dificuldades e até mesmo das tentativas de empurrá-la para uma guerra global, manteve desde o início uma política consistente", conclui.

Mais cedo em discurso no Fórum Econômico de Davos, Macron defendeu uma "soberania estratégica e econômica mais forte para a Europa" e criticou as investidas de Donald Trump na Groenlândia.
Ao afirmar que "não é momento para imperialismos e colonialismos", ele reforçou que não faz sentido ameaçar aliados da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), em referência às tensões recentes envolvendo os EUA.
Macron também declarou que a próxima cúpula do G7 pretende avançar na cooperação com o BRICS e o G20:
"O objetivo desta cúpula do G7 [grupo composto por Alemanha, Canadá, Estados Unidos, França, Itália, Japão e Reino Unido] será construir uma rede de cooperação e pontes entre o G7 e os grupos de países em desenvolvimento: o BRICS e o G20, porque a fragmentação do mundo seria inútil", declarou Macron.
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