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Afastamento dos EUA fez Europa finalmente reconhecer que China é uma grande potência, diz analista
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À Sputnik Brasil, especialista analisa as recentes visitas de líderes europeus à Ásia, recalibrando suas políticas em relação à China, frente à necessidade de... 05.02.2026, Sputnik Brasil
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A política externa agressiva adotada pelos EUA está remodelando a geopolítica global e um dos sintomas mais visíveis dessa tendência é o degelo das relações entre União Europeia (UE) e países asiáticos, principalmente a China.Em visita recente a Pequim, a primeira de um líder britânico à China em oito anos, o primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, se reuniu com o presidente chinês, Xi Jinping, para celebrar o recomeço nas relações entre os países com acordos bilaterais e parcerias econômicas. Starmer defendeu a aproximação em prol da estabilidade global "em tempos desafiadores para o mundo".Paralelamente, Vietnã e UE elevaram as relações para o nível máximo diplomático, durante visita do presidente do Conselho Europeu, António Costa, ao país. A medida veio dois dias após UE e Índia concluírem um abrangente acordo de livre comércio que vinha sendo negociado desde 2007.A retomada das relações entre UE e países asiáticos ainda conta com arestas a serem aparadas no que diz respeito às relações comerciais. Nesta quarta-feira (4), por exemplo, o Ministério das Relações Exteriores da China instou a UE a "honrar seu compromisso com a abertura de mercado e a concorrência leal" e a "parar de abusar de instrumentos comerciais unilaterais" em sua política externa.Em entrevista à Sputnik Brasil, Carolina Pavese, especialista em Europa e doutora em relações internacionais pela London School of Economics, afirma que a aliança transatlântica, que se costurou como a grande parceria do Ocidente após a Segunda Guerra Mundial, se transformou em uma relação de interdependência assimétrica, onde a Europa é a ponta mais fraca.Diante disso, há a necessidade de diversificação de parcerias não só pelo bem doméstico do continente, mas também para "se resgatar de um declínio que já vem há algum tempo na política internacional."De qualquer forma, avalia a especialista, esse ensaio de uma reaproximação com a Ásia, que começa com uma agenda comercial forte mas não consolidada, dificilmente vai substituir a relação que existe com Washington, que continuam como o principal aliado dos europeus.Pavese salienta que a segurança permanece como um ponto de tensão nas novas relações que estão se formando. Nesse sentido, o pragmatismo que sustenta a reaproximação com a Ásia vem acompanhado de cautela.Em sua visão, ainda não houve uma mudança no entendimento europeu de que a China é um grande rival comercial e tecnológico do continente, pelo qual também passam os desafios de acesso a recursos estratégicos.Por um lado, diz Pavese, a política "unilateral, isolacionista e pouco ortodoxa" da Casa Branca tem acelerado mudanças na ordem internacional, levando países que antes favoreciam o Ocidente agora revejam seu apoio.Já por outro, a aproximação de líderes europeus de Pequim indica que o continente finalmente percebeu que ganha-se mais estando ao lado da China do que contra ela, seja em termos econômicos, seja em influência nas relações internacionais.
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Afastamento dos EUA fez Europa finalmente reconhecer que China é uma grande potência, diz analista
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À Sputnik Brasil, especialista analisa as recentes visitas de líderes europeus à Ásia, recalibrando suas políticas em relação à China, frente à necessidade de diversificação de parcerias criada pela política externa unilateral adotada pelos EUA.
A política externa agressiva adotada pelos EUA está
remodelando a geopolítica global e um dos sintomas mais visíveis dessa tendência é
o degelo das relações entre União Europeia (UE) e países asiáticos, principalmente a China.
Em visita recente a Pequim, a primeira de um líder britânico à China em oito anos, o primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, se reuniu com o presidente chinês, Xi Jinping, para celebrar o recomeço nas relações entre os países com acordos bilaterais e parcerias econômicas. Starmer defendeu a aproximação em prol da estabilidade global "em tempos desafiadores para o mundo".
Paralelamente,
Vietnã e UE elevaram as relações para o nível máximo diplomático, durante visita do
presidente do Conselho Europeu, António Costa, ao país. A medida veio dois dias após UE e Índia concluírem um abrangente acordo de livre comércio que vinha sendo negociado desde 2007.
A retomada das relações entre UE e países asiáticos ainda conta com arestas a serem aparadas no que diz respeito às relações comerciais. Nesta quarta-feira (4), por exemplo, o Ministério das Relações Exteriores da China instou a UE a "honrar seu compromisso com a abertura de mercado e a concorrência leal" e a "parar de abusar de instrumentos comerciais unilaterais" em sua política externa.

9 de dezembro 2025, 15:33
Em entrevista à Sputnik Brasil, Carolina Pavese, especialista em Europa e doutora em relações internacionais pela London School of Economics, afirma que a aliança transatlântica, que se costurou como a grande parceria do Ocidente após a Segunda Guerra Mundial, se transformou em uma relação de interdependência assimétrica, onde a Europa é a ponta mais fraca.
Diante disso, há a necessidade de diversificação de parcerias não só pelo bem doméstico do continente, mas também para "se resgatar de um declínio que já vem há algum tempo na política internacional."
"As tentativas de reaproximação de parceiros na Ásia, sinaliza uma mudança de estratégia de política externa em que os rivais passam a ser potenciais parceiros na diversificação da política externa e na diversificação de alianças da Europa."
De qualquer forma, avalia a especialista, esse ensaio de uma reaproximação com a Ásia, que começa com uma agenda comercial forte mas não consolidada, dificilmente vai substituir a relação que existe com Washington, que continuam como o principal aliado dos europeus.
Pavese salienta que a segurança permanece como um ponto de tensão nas novas relações que estão se formando. Nesse sentido, o pragmatismo que sustenta a reaproximação com a Ásia vem acompanhado de cautela.
"Não há, pelo menos na configuração desse grande jogo de xadrez, sinalização de que a Europa consiga ou ser independente e autônoma na sua própria segurança, ou diversificar também essa dependência e apostar em parcerias na área militar e de segurança com outros países."

14 de fevereiro 2025, 03:44
Em sua visão, ainda não houve uma mudança no entendimento europeu de que a China é um grande rival comercial e tecnológico do continente, pelo qual também passam os desafios de acesso a recursos estratégicos.
Por um lado, diz Pavese, a política "unilateral, isolacionista e pouco ortodoxa" da Casa Branca tem acelerado
mudanças na ordem internacional, levando países que antes favoreciam o Ocidente agora revejam seu apoio.
Já por outro, a aproximação de líderes europeus de Pequim indica que o continente finalmente percebeu que ganha-se mais estando ao lado da China do que contra ela, seja em termos econômicos, seja em influência nas relações internacionais.
"Esse movimento da Europa sinaliza o reconhecimento de que a China é uma grande potência, e uma grande potência que, em muitas frentes, é melhor tê-la por perto e aproveitar."
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