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Canadá deve adotar abordagem multipolar diante da pressão dos EUA, opina mídia

© AP Photo / Vincent ThianO presidente chinês Xi Jinping e o primeiro-ministro canadense Mark Carney, juntamente com suas respectivas delegações, discursam durante uma reunião no Grande Salão do Povo, em Pequim, 16 de janeiro de 2026
O presidente chinês Xi Jinping e o primeiro-ministro canadense Mark Carney, juntamente com suas respectivas delegações, discursam durante uma reunião no Grande Salão do Povo, em Pequim, 16 de janeiro de 2026 - Sputnik Brasil, 1920, 11.02.2026
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O Global Times, em um artigo recente, analisa a crescente pressão exercida por Washington sobre Ottawa em relação à reaproximação diplomática e comercial deste país com o gigante asiático.
O jornal aponta que o gatilho mais recente para essa postura dos EUA foi a ameaça da Casa Branca de exigir compensação e propriedade compartilhada da Ponte Internacional Gordie Howe, que liga Michigan a Ontário, ameaçando bloquear sua inauguração caso suas exigências não sejam atendidas.
"Os Estados Unidos têm ameaçado repetidamente o Canadá, destacando a necessidade prática de o Canadá buscar a diversificação econômica e adotar uma abordagem multipolar", afirma a publicação.
As tensões entre os dois países já estavam em um ponto crítico após as críticas do primeiro-ministro canadense Mark Carney às políticas dos EUA durante o Fórum de Davos, observa a publicação.
Em resposta, Washington classificou os recentes acordos comerciais entre Canadá e China como uma "ameaça" à segurança regional. O presidente Donald Trump chegou a declarar que o gigante asiático "devoraria o Canadá vivo", refletindo uma postura confrontativa em relação a qualquer tentativa de seu vizinho do norte de diversificar suas alianças econômicas.
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A disputa pela Ponte Gordie Howe é especialmente simbólica, destaca a publicação, visto que a infraestrutura foi financiada integralmente pelo governo canadense, a um custo aproximado de US$ 4,7 bilhões (cerca de R$ 24,9 bilhões).
Embora anos atrás ambos os países a considerassem um elo econômico vital, os Estados Unidos agora a utilizam como moeda de troca para exercer pressão política sobre Ottawa.
Especialistas alertam que o bloqueio dessa travessia, uma das mais movimentadas da América do Norte, poderia paralisar a cadeia de suprimentos automotivos e causar sérios danos econômicos em ambos os lados da fronteira.
O artigo enfatiza que a relação entre os EUA e o Canadá, embora profundamente integrada, é fundamentalmente assimétrica. As ameaças de "anexar" o Canadá ou tratá-lo como o "51º estado" demonstram, segundo a mídia asiática, uma mentalidade hegemônica na Casa Branca e uma profunda ansiedade norte-americana sobre a possibilidade de seu aliado mais próximo buscar um mundo multipolar.
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Nesse sentido, o artigo destaca que a pressão constante dos Estados Unidos, somada a uma política tarifária hostil e imprevisível, levou o Canadá a acelerar sua mudança estratégica em direção a outros parceiros, especialmente à China.
Após a visita de Carney a Pequim, os dois países firmaram acordos em oito áreas estratégicas, incluindo segurança alimentar, comércio verde e comércio eletrônico. Essa mudança de postura conta com considerável apoio interno, com pesquisas indicando que a maioria dos canadenses apoia, por exemplo, a entrada de veículos elétricos chineses no mercado local.
Enquanto os Estados Unidos empregam coerção política para limitar as opções de Ottawa, o Canadá parece estar optando por uma estratégia que protege seus interesses de longo prazo por meio do engajamento com a China, afirma o jornal. Fortalecer esse relacionamento, concluem, é uma maneira necessária de reduzir a dependência de um aliado que atualmente utiliza a pressão unilateral como sua principal ferramenta de política externa.
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