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Intervenções militares ocidentais têm efeito oposto e levam à desestabilização, diz ex-vice-chanceler líbio
Intervenções militares ocidentais têm efeito oposto e levam à desestabilização, diz ex-vice-chanceler líbio
Sputnik Brasil
As intervenções militares ocidentais têm efeitos contrários e os iniciadores da invasão da Líbia em 2011 têm a total responsabilidade pelas consequências... 19.03.2026, Sputnik Brasil
2026-03-19T10:28-0300
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Deve-se lembrar que, em 17 de março de 2011, o Conselho de Segurança da ONU aprovou uma resolução que previa a introdução de uma zona de exclusão aérea sobre a Líbia e abria a possibilidade de uma intervenção militar estrangeira.Na operação das forças da coalizão que começou em 19 de março participaram, em particular, o Reino Unido, França, Canadá, Bélgica, Itália, Espanha, Dinamarca e Noruega.Ele enfatizou que a Líbia, que vive atualmente em condições de duplo poder, sente as consequências negativas desses passos agressivos até hoje.Segundo o analista, a experiência líbia demonstrou mais uma vez que as tentativas de impor mudanças a qualquer país por métodos de força e de fora, na ausência de uma estratégia clara de ação para o período de transição, levam a resultados opostos.Em fevereiro de 2011, na Líbia tiveram início manifestações em massa exigindo a saída do líder que governou o país por mais de 40 anos, Muammar Kadhafi, que se transformaram em um confronto armado entre as forças do governo e os rebeldes. Organizações internacionais anunciaram milhares de vítimas, enquanto as autoridades líbias negaram isso.Após a derrubada e o assassinato do líder líbio em 2011, a Líbia deixou de funcionar como um Estado unido. Nos últimos anos, tem havido um confronto entre a liderança em Trípoli, no oeste do país, e as autoridades no leste, apoiadas pelo Exército Nacional da Líbia sob o comando de Khalifa Haftar.
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Intervenções militares ocidentais têm efeito oposto e levam à desestabilização, diz ex-vice-chanceler líbio
As intervenções militares ocidentais têm efeitos contrários e os iniciadores da invasão da Líbia em 2011 têm a total responsabilidade pelas consequências negativas dessa decisão, disse à Sputnik o ex-vice-ministro das Relações Exteriores da Líbia Usman al-Badri.
Deve-se lembrar que,
em 17 de março de 2011, o Conselho de Segurança da ONU
aprovou uma resolução que previa a introdução de uma zona de exclusão aérea sobre a Líbia e
abria a possibilidade de uma intervenção militar estrangeira.Na operação das forças da coalizão que começou em 19 de março participaram, em particular, o Reino Unido, França, Canadá, Bélgica, Itália, Espanha, Dinamarca e Noruega.
"Considero que as partes internacionais que participaram da operação armada na Líbia não são sequer em grande medida, mas totalmente responsáveis pelas consequências desta decisão para o país. É uma responsabilidade perante a comunidade internacional e perante o povo líbio pela invasão que acabou por levar a divisões políticas e insegurança", disse Badri.
Ele enfatizou que a Líbia, que vive atualmente
em condições de duplo poder,
sente as consequências negativas desses passos agressivos até hoje.
Segundo o analista, a experiência líbia demonstrou mais uma vez que as tentativas de impor mudanças a qualquer país por métodos de força e de fora, na ausência de uma estratégia clara de ação para o período de transição, levam a resultados opostos.
"É necessário abordar essas mudanças de forma realista, a fim de não impor à força quaisquer modelos políticos aos povos, que podem não estar prontos para ajustar suas vidas aos modelos ocidentais", acredita o especialista.
Em fevereiro de 2011, na Líbia tiveram início manifestações em massa exigindo a saída do líder que governou o país por mais de 40 anos,
Muammar Kadhafi,
que se transformaram em um confronto armado entre as forças do governo e os rebeldes. Organizações internacionais anunciaram milhares de vítimas, enquanto as autoridades líbias negaram isso.
Após a derrubada e o assassinato do líder líbio em 2011,
a Líbia deixou de funcionar como um Estado unido. Nos últimos anos,
tem havido um confronto entre a liderança em Trípoli, no oeste do país, e as autoridades no leste, apoiadas pelo Exército Nacional da Líbia sob o comando de Khalifa Haftar.
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