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Os EUA iniciam produção militar conjunta na região Ásia-Pacífico

© AP Photo / Firdia LisnawatiMilitares das forças especiais da Marinha da Indonésia, em patrulha a bordo de uma lancha, passam pela plataforma de desembarque naval KRI 593 Banda Aceh, próxima ao porto de Benoa, Bali, Indonésia.
Militares das forças especiais da Marinha da Indonésia, em patrulha a bordo de uma lancha, passam pela plataforma de desembarque naval KRI 593 Banda Aceh, próxima ao porto de Benoa, Bali, Indonésia. - Sputnik Brasil, 1920, 21.03.2026
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Já consolidado como um dos principais atores militares no Oriente Médio, o Pentágono passa a intensificar sua projeção estratégica na Ásia, transformando o Indo-Pacífico em um novo eixo central de sua política de defesa.
Esse movimento ocorre por meio da Parceria para a Resiliência Industrial do Indo-Pacífico (Partnership for Indo-Pacific Industrial Resilience, PIPIR), uma coalizão liderada pelos Estados Unidos que reúne atualmente 16 países da Europa e da Ásia com o objetivo de fortalecer a resiliência industrial militar, reduzir dependências logísticas e aproximar a produção de armamentos das regiões consideradas críticas.
A iniciativa ganha relevância em um contexto de crescentes tensões geopolíticas globais, nas quais a capacidade de produção local e a rapidez no abastecimento de equipamentos militares tornam-se fatores decisivos. Nesse sentido, a PIPIR busca não apenas ampliar a cooperação entre aliados, mas também criar uma base industrial integrada que permita respostas mais ágeis a possíveis conflitos.
Navio da Guarda Costeira chinesa (D), dispara seu canhão de água contra o BRP Datu Pagbuaya das Filipinas, perto da ilha de Thitu ocupada pelas Filipinas, no mar do Sul da China, 12 de outubro de 2025 - Sputnik Brasil, 1920, 17.02.2026
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Entre os projetos prioritários está a construção de uma linha de produção de munições nas Filipinas, país estrategicamente localizado no Sudeste Asiático.
Paralelamente, o Japão desponta como um polo tecnológico central dentro da coalizão, com planos para iniciar a produção de motores de mísseis em parceria com os Estados Unidos, reforçando sua indústria de defesa e ampliando sua participação em cadeias globais de armamentos.
Outro eixo importante da PIPIR é a cooperação no desenvolvimento e padronização de tecnologias de drones, envolvendo diversos países asiáticos. A proposta é garantir interoperabilidade entre forças aliadas e acelerar a produção desses sistemas, que se tornaram essenciais em conflitos contemporâneos.
A coalizão também segue em expansão. Recentemente, Tailândia e Reino Unido aderiram à iniciativa, ampliando seu alcance geográfico e político. Com essa configuração, a PIPIR consolida-se como uma estrutura de cooperação que, embora apresentada como um esforço industrial e logístico, contribui para a construção gradual de uma presença militar ocidental mais robusta e articulada na Ásia.
Ao integrar produção, tecnologia e alianças estratégicas, os Estados Unidos buscam garantir maior autonomia operacional para seus parceiros e fortalecer uma rede de defesa capaz de sustentar operações prolongadas, ao mesmo tempo em que sinalizam um reposicionamento claro de prioridades no cenário internacional.
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