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Na contramão global, Brasil tem projeção de crescimento elevada pelo FMI, apesar de conflito no Irã
Na contramão global, Brasil tem projeção de crescimento elevada pelo FMI, apesar de conflito no Irã
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Enquanto a guerra no Oriente Médio pressiona a economia global e reduz expectativas de crescimento, o Brasil aparece como exceção no cenário traçado pelo Fundo... 14.04.2026, Sputnik Brasil
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O movimento ocorre em um contexto de alta nos preços do barril de petróleo no mercado internacional, diretamente afetado pelas tensões na região, que ultrapassaram US$ 100 (cerca de R$ 501). Com isso, países exportadores de energia, como o Brasil, tendem a se beneficiar no curto prazo, mesmo diante de um ambiente global mais adverso.Apesar da revisão positiva, o crescimento brasileiro ainda permanece abaixo do esperado pelo Ministério da Fazenda, que projeta 2,3%, e próximo das estimativas do mercado financeiro, em torno de 1,85%. A entidade destaca ainda que o país deve enfrentar o período apoiado por reservas internacionais adequadas, menor exposição à dívida externa em moeda estrangeira e câmbio flexível. Ainda assim, o desempenho segue inferior ao de outros emergentes, que devem crescer acima de 3%.Mundo desacelera com guerra e energia fica mais caraNo cenário internacional, o quadro é inverso, e o FMI reduziu a projeção de crescimento global para 3,1%, refletindo os efeitos da guerra sobre o fornecimento de energia e o aumento da incerteza.A revisão, de 0,2 ponto percentual em relação a janeiro, considera um cenário ainda moderado, com conflito de curta duração. No entanto, a instituição alerta que a tendência já aponta para um agravamento. Porém, segundo o economista-chefe do Fundo, Pierre-Olivier Gourinchas, o mundo se aproxima de um cenário mais adverso.Caso o conflito se prolongue e o petróleo se estabilize próximo de US$ 100 por barril, o crescimento global pode cair para 2,5% em 2026.Petróleo no centro do risco globalO FMI aponta que o avanço dos preços do petróleo tende a reacender pressões inflacionárias, forçando bancos centrais a manter juros elevados por mais tempo. Esse cenário aumenta o risco de desaceleração mais intensa ou até a recessão em economias desenvolvidas, além de pressionar países dependentes de importação de energia.Entre as principais economias, as revisões também foram negativas. Os Estados Unidos devem crescer 2,3%, a zona do euro, 1,1%, e a China, 4,4% — todas com cortes em relação às projeções anteriores.
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Na contramão global, Brasil tem projeção de crescimento elevada pelo FMI, apesar de conflito no Irã
16:03 14.04.2026 (atualizado: 18:36 14.04.2026) Enquanto a guerra no Oriente Médio pressiona a economia global e reduz expectativas de crescimento, o Brasil aparece como exceção no cenário traçado pelo Fundo Monetário Internacional (FMI), divulgado nesta terça-feira (14). A projeção para o país foi elevada de 1,6% para 1,9% neste ano, impulsionada pelo aumento das exportações de petróleo.
O movimento ocorre em um contexto de
alta nos preços do barril de petróleo no mercado internacional,
diretamente afetado pelas tensões na região, que ultrapassaram US$ 100 (cerca de R$ 501). Com isso, países exportadores de energia, como o Brasil, tendem a se beneficiar no curto prazo, mesmo diante de um ambiente global mais adverso.
Apesar da revisão positiva, o crescimento brasileiro ainda permanece abaixo do esperado pelo Ministério da Fazenda, que projeta 2,3%, e próximo das estimativas do mercado financeiro, em torno de 1,85%.
A entidade destaca ainda que o país deve enfrentar o período apoiado por reservas internacionais adequadas,
menor exposição à dívida externa em moeda estrangeira e câmbio flexível. Ainda assim,
o desempenho segue inferior ao de outros emergentes, que devem crescer acima de 3%.
Mundo desacelera com guerra e energia fica mais cara
No cenário internacional, o quadro é inverso, e o FMI reduziu a projeção de crescimento global para 3,1%, refletindo os efeitos da guerra sobre o fornecimento de energia e o aumento da incerteza.
A revisão, de 0,2 ponto percentual em relação a janeiro,
considera um cenário ainda moderado, com conflito de curta duração. No entanto, a instituição alerta que a tendência já aponta para um agravamento. Porém, segundo o economista-chefe do Fundo, Pierre-Olivier Gourinchas, o mundo se aproxima de um cenário mais adverso.
Caso o conflito se prolongue e o petróleo se estabilize próximo de US$ 100 por barril, o crescimento global pode cair para 2,5% em 2026.
Petróleo no centro do risco global
O FMI aponta que o avanço dos preços do petróleo tende a reacender pressões inflacionárias, forçando bancos centrais a manter juros elevados por mais tempo. Esse cenário aumenta o risco de desaceleração mais intensa ou até a recessão em economias desenvolvidas, além de pressionar países dependentes de importação de energia.
Entre as principais economias, as revisões também foram negativas. Os Estados Unidos devem crescer 2,3%, a zona do euro, 1,1%, e a China, 4,4% — todas com cortes em relação às projeções anteriores.
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