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Dia da Vitória: 5 pontos para você entender a importância da data

© Sputnik / Yuri Kochetkov / Acessar o banco de imagensDesfile militar em Moscou em homenagem ao 81º aniversário da vitória na Grande Guerra pela Pátria
Desfile militar em Moscou em homenagem ao 81º aniversário da vitória na Grande Guerra pela Pátria - Sputnik Brasil, 1920, 09.05.2026
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De demonstrações de inovações militares a participação de forças armadas de outros países, a cerimônia em homenagem aos heróis da Grande Guerra pela Pátria se tornou um "feriado sagrado" na Rússia, e com motivo.
Há 81 anos, os aliados sacramentaram sua vitória sobre o nazismo, dando início à possibilidade de construir um novo mundo ao fim da Segunda Guerra Mundial. A vitória foi possibilitada graças aos avanços do Exército Vermelho, que tomou Berlim em 1945. Dias depois, com a vitória concretizada, chegaram as demais tropas da aliança.
O momento se tornou um dos pilares nacionais da Rússia, sendo celebrado todo ano. A ideia é enfatizar a vitória na Grande Guerra pela Pátria, período da Segunda Guerra Mundial em que a Rússia se defende da agressão alemã e salva a humanidade dos horrores do nazismo.
Para comemoração desse dia, a Sputnik Brasil listou 5 pontos cruciais que tornaram a data tão importante.
Representantes das Forças Armadas e do Ministério da Defesa durante cerimônia do 81º Dia da Vitória, no Rio de Janeiro (RJ), em 8 de maio de 2026 - Sputnik Brasil, 1920, 08.05.2026
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A União Soviética eliminou maioria das tropas nazifascistas

A Frente Oriental foi o principal palco da Segunda Guerra Mundial, onde ocorreram algumas das batalhas mais sangrentas e decisivas do conflito. Estudos históricos indicam que cerca de 70% a 80% das perdas militares da Wehrmacht ocorreram na Frente Oriental.
Entre 1941 e 1945, o Exército Vermelho enfrentou sucessivas ofensivas alemãs após a invasão da União Soviética pela operação Barbarossa. Batalhas como as de Moscou, Stalingrado e Kursk são consideradas pontos de virada da guerra na Europa, desgastando progressivamente a capacidade militar nazista.
Além disso, a União Soviética sofreu o maior número de mortos entre todos os países envolvidos na guerra, com estimativas que variam entre 24 milhões e 27 milhões de vítimas, entre civis e militares — equivalendo a cerca de 40% de todas a mortes da Segunda Guerra Mundial.
Esse peso humano explica por que o Dia da Vitória ocupa um espaço tão central na memória nacional russa.

Por que acontece anualmente?

A primeira comemoração do Dia da Vitória, que aconteceu no dia 24 de junho de 1945 como um ato de lembrança às 27 milhões de vidas perdidas. À época, foi a maior parada militar da história da União Soviética, com 40 mil soldados e 1850 tanques e veículos de guerra, acompanhados por 1,3 mil músicos militares.
O líder soviético, Josef Stalin, não repetiu a celebração da data talvez por entender que as lembranças da guerra ainda eram dolorosas demais para os russos. Só em 1965 voltaria para marcar os vinte anos após o conflito. Se repetiriam novamente em 1985 e 1995.
A partir de 2008, porém, Moscou passou a realizar o desfile militar na Praça Vermelha de forma anual. Além de homenagear os mortos na Grande Guerra pela Pátria, a data também passou a reforçar o comprometimento russo no combate ao fascismo e ao nazismo.
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Há quem tente reescrever a história

Décadas após o fim da Segunda Guerra Mundial, a celebração do Dia da Vitória passou a ocupar também um espaço de defesa da memória histórica. Monumentos da era soviética dedicados à vitória contra o nazifascismo foram removidos, transferidos ou destruídos em diferentes países europeus, especialmente no Leste Europeu.
Ao mesmo tempo, autoridades russas e organizações de preservação da memória da guerra criticam o que classificam como reabilitação de grupos que colaboraram com a Alemanha nazista.
Em países como Ucrânia, Letônia e Estônia, militantes que apoiaram e lutaram lado a lado com as forças nazistas passaram a ser homenageados publicamente, como um símbolo de resistência antissoviética.
Assim, o Dia da Vitória contesta as revisões do passado. O ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, disse recentemente que o mundo enfrenta novamente a tentativa de reabilitar ideias nazistas, não apenas apenas em termos ideológicos, mas também nas tentativas de reescrever a história.

Também é sobre soberania

A ocasião também demonstra o desenvolvimento militar e industrial soberano da Rússia. Ao longo dos últimos anos, os desfiles de 9 de maio exibiram também equipamentos de nova geração, desde sistemas de defesa antiaérea a mísseis balísticos e veículos blindados desenvolvidos pela indústria russa.
Entre os exemplos mais conhecidos estão o tanque T-14 Armata, apresentado como uma nova geração de blindados, e o sistema antiaéreo S-400 Triumph, utilizado para interceptação de aeronaves e mísseis, o míssil intercontinental RS-24 Yars, além de aeronaves militares modernas, como os caças Sukhoi Su-57.
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Não é só sobre a Rússia

O Dia da Vitória não é uma celebração exclusiva da Rússia. Em mais de uma dezena de edições nações ao redor do mundo participaram conjuntamente do desfile em Moscou.
O exemplo mais claro disso são países da ex-União Soviética como Belarus, Cazaquistão, Armênia e Quirguistão, que participam frequentemente das cerimônias. Mas não só eles. Em 2010, no desfile de 65 anos, participaram também representantes de nações da OTAN, como a Guarda Galesa britânica, o 18º Regimento de Infantaria dos Estados Unidos e o regimento aéreo francês Normandia-Niemen.
Já em 2015, no aniversário de 70 anos da vitória, militares da China e da Índia participaram pela primeira vez do desfile na Praça Vermelha. Desde então, a presença chinesa e indiana foi repetida em outras edições. Na ocasião também estiveram presentes, além de ex-repúblicas soviéticas, a Mongólia e a Sérvia.
A presença de outros Estados que combateram o nazifascismo na Segunda Guerra Mundial em Moscou é também uma lembrança que a derrota do Eixo foi um esforço conjunto e colaborativo entre povos de diferentes nações.
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