Projeto de censo marinho acha mil novas espécies e revela vida nas profundezas (IMAGENS)

© Foto / The Nippon Foundation-Nekton Ocean Census Schmidt Ocean Institute 2025
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Novas expedições do Ocean Census revelaram 1.121 espécies antes desconhecidas, de vermes que vivem em "castelos de vidro" a esponjas carnívoras, ampliando em 54% as identificações anuais e reforçando a urgência de mapear a vida marinha diante das pressões climáticas e humanas.
Reunindo mais de mil pesquisadores em 85 países, o esforço científico global dedicado a descobrir, registrar e acelerar o mapeamento da biodiversidade marinha conhecido como Ocean Census, revelou 1.121 espécies antes desconhecidas.
Entre as novas espécies catalogadas que ampliou em 54% o número anual de identificações, estão um verme que vive em um "castelo de vidro", um raro "tubarão‑fantasma" e uma esponja carnívora apelidada de "bola da morte".

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© Foto / The Nippon Foundation-Nekton Ocean Census/JAMSTEC
O verme do "castelo de vidro" encontrado por cientistas no Japão.

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© Foto / Paul Satchell/The Nippon Foundation-Nekton Ocean Census/Schmidt Ocean Institute
Uma pena‑do‑mar descoberta nas Ilhas Sandwich do Sul, no Atlântico Sul. Este exemplar está passando por análise genética para confirmar a sua linhagem evolutiva exata.

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© Foto / The Nippon Foundation-Nekton Ocean Census/CSIRO
A quimera "tubarão‑fantasma" encontrada no Parque Marinho do Mar de Coral, na Austrália.

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© Foto / The Nippon Foundation-Nekton Ocean Census/CSIRO
Uma raia do Mar de Coral descoberta durante uma expedição de 2025 no Parque Marinho do Mar de Coral, na Austrália.

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© Foto / The Nippon Foundation-Nekton Ocean Census/Gustav Paulay
O verme-fita encontrado em Timor-Leste.
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© Foto / The Nippon Foundation-Nekton Ocean Census/JAMSTEC
O verme do "castelo de vidro" encontrado por cientistas no Japão.
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© Foto / Paul Satchell/The Nippon Foundation-Nekton Ocean Census/Schmidt Ocean Institute
Uma pena‑do‑mar descoberta nas Ilhas Sandwich do Sul, no Atlântico Sul. Este exemplar está passando por análise genética para confirmar a sua linhagem evolutiva exata.
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© Foto / The Nippon Foundation-Nekton Ocean Census/CSIRO
A quimera "tubarão‑fantasma" encontrada no Parque Marinho do Mar de Coral, na Austrália.
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Uma raia do Mar de Coral descoberta durante uma expedição de 2025 no Parque Marinho do Mar de Coral, na Austrália.
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© Foto / The Nippon Foundation-Nekton Ocean Census/Gustav Paulay
O verme-fita encontrado em Timor-Leste.
O oceano continua sendo um dos ecossistemas menos explorados do planeta, especialmente as grandes profundezas, antes consideradas inóspitas. Mas expedições recentes mostram ambientes repletos de formas de vida incomuns e, por vezes, bizarras, revelando um mundo ainda amplamente desconhecido.
Esses ecossistemas enfrentam pressões crescentes das mudanças climáticas, do aquecimento das águas e da poluição industrial e agrícola. A iminente mineração submarina adiciona um novo risco, aumentando a urgência de documentar espécies antes que desapareçam.
Entre as descobertas, está um verme poliqueta encontrado a 800 metros de profundidade no Japão, vivendo dentro de uma esponja de vidro com esqueleto translúcido. A relação simbiótica beneficia ambos: o verme ganha abrigo e a esponja tem sua superfície limpa de detritos.
Na Austrália, pesquisadores identificaram uma nova espécie de quimera, o chamado "tubarão‑fantasma", parente distante de tubarões e raias que divergiu há cerca de 400 milhões de anos.
Em Timor‑Leste, um verme‑fita laranja de 2,5 centímetros chamou atenção por suas potentes toxinas, estudadas como possíveis tratamentos para Alzheimer e esquizofrenia.
A quase 3.650 metros de profundidade, na Fossa Norte das Ilhas Sandwich do Sul, surgiu a esponja carnívora "bola da morte", coberta por ganchos microscópicos que capturam crustáceos antes de envolvê‑los e digeri‑los.
O Ocean Census lembra que a descrição formal de uma espécie leva, em média, 13,5 anos. Para acelerar o processo, o projeto passou a registrar imediatamente o status de "descoberta" em um banco de dados aberto, tornando as espécies visíveis para a comunidade científica e formuladores de políticas.
A iniciativa defende que conhecer a biodiversidade marinha é essencial para protegê‑la. Como afirmou o diretor Ocean Census, Oliver Steeds, à mídia norte-americana, "gastamos bilhões procurando vida em outros mundos, mas descobrir a vida do nosso próprio oceano custa uma fração disso".



