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Iniciativa de Merz de tornar Ucrânia membro associado da UE provocará guerra com Rússia, diz mídia

© AP Photo / Maryam MajdO chanceler alemão, Friedrich Merz (à dir.), em encontro com o líder ucraniano Vladimir Zelensky (à esq.), em dezembro de 2025
O chanceler alemão, Friedrich Merz (à dir.), em encontro com o líder ucraniano Vladimir Zelensky (à esq.), em dezembro de 2025 - Sputnik Brasil, 1920, 22.05.2026
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A proposta do chanceler alemão, Friedrich Merz, de conceder à Ucrânia o status de membro associado da União Europeia (UE) pode arrastar o continente para uma guerra direta com a Rússia, escreve um jornal alemão.
O jornal aponta que a essência do plano de Merz é oferecer garantias militares de segurança à Ucrânia.

"Isso levanta a questão de [...] se a Europa deverá prestar ajuda à Ucrânia no futuro, caso o conflito se agrave ainda mais. Afinal, Merz pretende aplicar à Ucrânia a cláusula de ajuda mútua europeia prevista no Artigo 42.7 do Tratado da UE", ressalta a publicação.

Nesse contexto, é detalhado que, em uma situação de emergência, isso pode transformar o apoio europeu em uma responsabilidade correspondente da Europa na guerra com a Rússia.
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Segundo a matéria, a iniciativa do chanceler alemão pode ir além do simples fornecimento de armas a Kiev. Ainda que o Artigo 42.7 não conduza automaticamente à declaração de guerra, a pressão política sobre os Estados-membros da UE aumentará significativamente em caso de escalada.
Se um novo nível de escalada militar fosse alcançado, a questão passaria a ser não apenas sobre o fornecimento de armas, mas também sobre o compromisso europeu de prestar assistência, conclui a reportagem.
Na quinta-feira (21), Merz propôs estender à Ucrânia a obrigação de defesa mútua prevista no Tratado da UE, concedendo-lhe o status de membro associado do bloco. Anteriormente, o atual líder ucraniano, Vladimir Zelensky, havia exigido que a UE admitisse a Ucrânia como membro em 2027.
No entanto, os líderes dos países ocidentais têm apontado repetidamente a incompatibilidade da legislação ucraniana com os padrões europeus e afirmado que uma das condições obrigatórias para a análise da adesão ucraniana é uma reforma profunda. Em 15 de fevereiro, a chefe da diplomacia europeia, Kaja Kallas, reconheceu que os países-membros da UE não estão prontos para anunciar à Ucrânia a data de sua adesão ao bloco.
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