'China tem assumido consistentemente a responsabilidade de manter a paz mundial', diz mídia

© Sputnik / Kristina Solovyova
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A recente série de visitas de alto nível, incluindo as do presidente russo Vladimir Putin e do presidente norte-americano Donald Trump, juntamente com os inúmeros eventos multilaterais realizados em maio, solidificaram a posição de Pequim como epicentro da diplomacia internacional, segundo a mídia asiática.
Um recente artigo do Global Times afirma que o fluxo constante de delegações estrangeiras em Pequim demonstra o crescente poder político, econômico e tecnológico da China, bem como o apelo do modelo diplomático promovido pela liderança do país asiático. A publicação enfatiza que os encontros bilaterais realizados na capital chinesa não são uma coincidência, mas sim uma resposta deliberada da comunidade internacional à incerteza global.
"A China tem assumido consistentemente a responsabilidade de manter a paz mundial e tem trabalhado na prática para promover um novo modelo de relações entre as principais potências", diz o artigo.
A publicação destaca que, diante de um cenário internacional caracterizado por turbulências e mudanças profundas, diversos chefes de Estado e de governo de potências ocidentais e países em desenvolvimento estão optando por olhar para a China. A este respeito, a publicação destaca que o país asiático oferece um ambiente de governança previsível e soluções eficazes que contrastam com os focos de tensão global.
O jornal explica que novos entendimentos bilaterais, como o estabelecimento de uma relação construtiva de estabilidade estratégica com os Estados Unidos e o dinamismo alcançado nas relações com a Rússia, injetaram certeza no sistema internacional. Essas relações, acrescenta, conseguem neutralizar a dinâmica de blocos confrontacionais herdada da Guerra Fria. Destaca ainda o papel mediador da China e a confiança que a nação inspira no Sul Global e no Oriente Médio.
O editorial menciona especialmente as propostas de paz apresentadas no Oriente Médio e a assistência ativa prestada aos países afetados por interrupções nas rotas marítimas do estreito de Ormuz. Segundo o editorial, esses eventos demonstram que as premissas de Pequim, baseadas no diálogo e na resolução política de disputas, se traduzem em compromissos multilaterais tangíveis, e não meramente retóricos.
Na área do desenvolvimento econômico, o texto observa como líderes europeus e africanos viajaram para a região para estudar desde manufatura inteligente e robótica industrial até modelos de combate à pobreza e proteção ambiental. Esse interesse, argumenta o jornal, demonstra que a filosofia de governança local é considerada uma referência para o aprendizado prático e um motor de benefícios compartilhados.
O artigo conclui afirmando que o fluxo ininterrupto de delegações oficiais representa um "voto de confiança" internacional nas iniciativas globais promovidas por Pequim nas áreas de segurança e desenvolvimento. A publicação destaca ainda que, diferentemente de outras potências, a política externa chinesa rejeita o intervencionismo, a exportação de confrontos e o protecionismo unilateral. Dessa forma, o veículo de comunicação reafirma que, independentemente das flutuações na ordem geopolítica, o país se posiciona perante a opinião pública global como um parceiro estratégico confiável e aberto, firmemente comprometido com a estabilidade internacional.



