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Críticas da UE ao comércio com a China se baseiam em um 'duplo padrão injusto', diz mídia

© AP Photo / Geert Vanden WijngaertMilitares hasteiam a bandeira finlandesa durante uma cerimônia à margem de uma reunião de ministros das Relações Exteriores da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) na sede da aliança em Bruxelas, 4 de abril de 2023
Militares hasteiam a bandeira finlandesa durante uma cerimônia à margem de uma reunião de ministros das Relações Exteriores da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) na sede da aliança em Bruxelas, 4 de abril de 2023 - Sputnik Brasil, 1920, 17.06.2026
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A mídia ocidental intensificou a retórica alarmista sobre o déficit comercial da União Europeia (UE) em bens com o gigante asiático, sugerindo erroneamente que o bloco europeu está em desvantagem nessa relação bilateral, alerta a mídia asiática.
Segundo um recente editorial do Global Times, caracterizar essa cooperação econômica como uma perda para a Europa é uma interpretação incompleta, irresponsável e tendenciosa.
O jornal asiático enfatiza que essas acusações ignoram deliberadamente o superávit substancial que a UE mantém com a China no setor de serviços, um fluxo constante de receita convenientemente omitido do discurso político no Ocidente.
De acordo com a Missão da China junto ao bloco europeu, o déficit da China no comércio de serviços com a UE atingiu US$ 48,3 bilhões (cerca de R$ 243,432 bilhões) no ano passado. A UE, alerta o jornal, foi a principal causa do déficit comercial de serviços da nação asiática, representando 41,6% do déficit total da balança comercial externa chinesa em serviços.

"Falar apenas do déficit de bens e ignorar o superávit de serviços constitui um duplo padrão injusto e subjetivo, que serve a um determinado discurso político", argumenta a publicação.

Além disso, o Global Times destaca que uma porcentagem considerável do superávit comercial de bens registrado a favor de Pequim é, na verdade, gerada por empresas europeias que operam na China.
Bandeira da China tremula acima de edifícios de escritórios em Xangai. China, 14 de abril de 2016 - Sputnik Brasil, 1920, 17.06.2026
Panorama internacional
China converte choques econômicos em força e ganha mais influência no mundo, diz analista
Segundo a análise do jornal, essas empresas locais não apenas abastecem o mercado interno, mas também exportam quase 40% de sua produção para a UE e o resto do mundo. Essa dinâmica contábil, embora estatisticamente atribuída à China, faz com que a maior parte dos ganhos financeiros retorne diretamente aos cofres do bloco.
A publicação também ressalta que os laços econômicos entre os dois lados "estão longe de ser um jogo de soma zero" e "representam uma parceria mutuamente benéfica na qual uma ruptura é inviável".

"A projeção é de que o produto interno bruto [PIB] per capita da China ultrapasse US$ 14.000 [R$ 70.560] este ano e, com a implementação do 15º Plano Quinquenal (2026–2030), espera-se uma melhoria significativa no padrão de vida da população chinesa, juntamente com um rápido crescimento na demanda por serviços em áreas como saúde, serviços financeiros e de seguros, cultura e entretenimento, lazer e turismo", observa a mídia.

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