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'Trump fala muito e ouve pouco': Lula critica ações dos EUA contra o Brasil
'Trump fala muito e ouve pouco': Lula critica ações dos EUA contra o Brasil
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Os EUA deveriam aprender com o Brasil sobre eleições mais tranquilas, leves e menos conturbadas, disse Lula a repórteres, nesta quarta-feira (17), na edição de... 17.06.2026, Sputnik Brasil
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Segundo o presidente brasileiro Trump ouve pouco e fala demais, além de agir como imperador ao negociar com outros países: Lula afirmou que informou oficialmente ao governo estadunidense que as armas apreendidas pela Polícia Federal no Brasil vêm quase todas de Miami e que o estado de Delaware faz lavagem de dinheiro de bandidos brasileiros:No documento, segundo o mandatário, constam também temas como terras raras e minerais comércio, entre outros. Ainda sobre Trump, ele disse que o presidente dos EUA pode estar sendo influenciado por fugitivos brasileiros como o ex-deputado federal Alexandre Ramagem e Ricardo Magro, dono da Refit, considerado o maior sonegador de impostos do Brasil. Lula também defendeu o Pix como exemplo de infraestrutura digital pública ao abordar a soberania digital dos países. Trump vem criticando o PIX nos útlimos meses por prejudicar empresas estadunidenses de cartão de crédito. Trump chama Brasil de 'país politicamente difícil' Mais cedo Trump se encontrou com Lula no evento e classificou o Brasil como um "país politicamente difícil", durante coletiva de imprensa.Segundo Trump, os dois trataram de temas como a possibilidade de classificar facções criminosas brasileiras como organizações terroristas, embora não tenha detalhado o conteúdo da conversa. Durante a fala, ele mencionou, de forma imprecisa, a situação de um integrante da família Bolsonaro, ao citar a prisão de "Bolsonaro Jr.". A declaração indicou possível confusão entre nomes, além de incluir comentários sobre o cenário político brasileiro.Lula critica encontro do G7Também na coletiva de imprensa, Lula criticou o fato de que os países convidados não têm voz na elaboração do documento final do encontro do grupo. Enquanto isso, o grupo falhou em diminuir as guerras no mundo, frisou ele, que só em 2025 investiu US$ 3 trilhões em armas de guerra, "e nem 10% disso para acabar com a fome", afirmou Lula.Segundo o presidente, a União Europeia, o Reino Unido e outros países ampliaram seus investimentos em armamentos, que chegam a cerca de 800 bilhões de euros (cerca de R$ 4,69 trilhões). Lula também citou os 15 bilhões de euros (cerca de R$ 87,9 bilhões) gastos anualmente pela Alemanha com a guerra na Ucrânia e disse que esses recursos poderiam ser investidos na América Latina e na África. China e EUA: Brasil não mete a colherAcrescentou que a ausência dos EUA e da UE abriu espaço para expansão da China, mas o Brasil não quer se meter na briga entre as duas potências.Segundo ele, os Estados Unidos continuam dizendo que é o país mais importante do mundo, celeiro da economia mundial, e a União Europeia se queixa da China por ocupar o mercado europeu com seus produtos em uma competição desigual:Ele também citou que a elação comercial do Brasil com os EUA no ano passado foi de US$ 80 bilhões, com déficit de US$ 10 bilhões para o Brasil. "Então, obviamente que a China passa a ser um parceiro privilegiado para o Brasil, na medida em que ele importa mais e a gente tem mais superávit", completou ele.
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'Trump fala muito e ouve pouco': Lula critica ações dos EUA contra o Brasil
16:34 17.06.2026 (atualizado: 17:42 17.06.2026) Os EUA deveriam aprender com o Brasil sobre eleições mais tranquilas, leves e menos conturbadas, disse Lula a repórteres, nesta quarta-feira (17), na edição de 2026 da Cúpula do G7, realizada em Évian, na França.
"Não tem país no mundo que tem um sistema de urna eletrônica como o nosso. Em menos de duas horas após terminar as eleições, já sabemos o resultado em 27 estados da federação, quem é o presidente eleito, senadores e deputados. A gente não fica como no século passado com voto no papel uma lista com 500 nomes. Se tem alguém que tem que aprender com eleições civilizadas no Brasil, é meu amigo Trump", declarou Lula. "Na próxima vez vou levar uma urna eletrônica para ele ver como funciona", ironizou.
Segundo o presidente brasileiro Trump ouve pouco e fala demais, além de agir como imperador ao negociar com outros países:
"Acho que o que ele fez foi uma coisa desaforada para o Brasil, ele sabe disso. isso, é por isso que eu disse que ele ainda continua agindo como imperador", comentou ao informar que está em negociação com os EUA em relação ao crime organizado.
Lula afirmou que informou oficialmente ao governo estadunidense que as armas apreendidas pela Polícia Federal no Brasil vêm quase todas de Miami e que o estado de Delaware faz lavagem de dinheiro de bandidos brasileiros:
"Entreguei por escrito, porque eu não quero só falar. Porque o presidente Trump, ele fala muito e ouve pouco. Fiz questão de entregar para ele por escrito o que é que nós queremos para combater o crime organizado".
No documento, segundo o mandatário, constam também temas como terras raras e minerais comércio, entre outros.
Ainda sobre Trump, ele disse que o presidente dos EUA pode estar
sendo influenciado por fugitivos brasileiros como o
ex-deputado federal Alexandre Ramagem e Ricardo Magro, dono da Refit,
considerado o maior sonegador de impostos do Brasil. "Fiquei surpreso quando, na semana passada, recebi a notícia da punição, inclusive colocando as facções criminosas como terroristas. Eu tinha falado para eles. Essas facções criminosas são terroristas para o povo brasileiro, para o povo das comunidades no Brasil. Não são terroristas como você pensa. Eles não querem brigar e derrotar o Estado. Não querem criar um outro Estado. Eles querem dinheiro. Então é diferente. Mesmo assim, não o Trump, mas o Marco Rubio, sabe, anunciou isso. Então, obviamente que eu não tinha o que conversar com ele".
Lula também
defendeu o Pix como exemplo de infraestrutura digital pública ao abordar a soberania digital dos países. Trump vem
criticando o PIX nos útlimos meses por prejudicar empresas estadunidenses de cartão de crédito.
Trump chama Brasil de 'país politicamente difícil'
Mais cedo Trump se
encontrou com Lula no evento e classificou o Brasil como um "país politicamente difícil", durante coletiva de imprensa.
Segundo Trump, os dois trataram de temas como a possibilidade de classificar facções criminosas brasileiras como organizações terroristas, embora não tenha detalhado o conteúdo da conversa.
Durante a fala, ele mencionou, de forma imprecisa, a situação de um integrante da família Bolsonaro, ao citar a prisão de "Bolsonaro Jr.". A declaração indicou possível confusão entre nomes, além de incluir comentários sobre o cenário político brasileiro.
Lula critica encontro do G7
Também na coletiva de imprensa, Lula criticou o fato de que os países convidados não têm voz na elaboração do
documento final do encontro do grupo.
Enquanto isso, o grupo falhou em diminuir as guerras no mundo, frisou ele, que só em 2025 investiu US$ 3 trilhões em armas de guerra, "e nem 10% disso para acabar com a fome", afirmou Lula.
Segundo o presidente, a União Europeia, o Reino Unido e outros países ampliaram seus investimentos em armamentos, que chegam a cerca de 800 bilhões de euros (cerca de R$ 4,69 trilhões).
Lula também citou os 15 bilhões de euros (cerca de R$ 87,9 bilhões) gastos anualmente pela Alemanha com a guerra na Ucrânia e disse que esses recursos poderiam ser investidos na América Latina e na África.
China e EUA: Brasil não mete a colher
Acrescentou que a ausência dos EUA e da UE abriu espaço para expansão da China, mas o Brasil não quer se meter na briga entre as duas potências.
Segundo ele, os Estados Unidos continuam dizendo que é o país mais importante do mundo, celeiro da economia mundial, e a União Europeia se queixa da China por ocupar o mercado europeu com seus produtos em uma competição desigual:
"Do nosso lado, é muito engraçado, porque nós não queremos entrar na briga dos dois. Ou seja, para nós, a China é importante. Eu não tenho nenhuma queixa da China. O que eu tenho que dizer para vocês é que a balança comercial com o Brasil é US$ 165 bilhões com superávit para o Brasil", declarou.
Ele também citou que a elação comercial do Brasil com os EUA no ano passado foi de US$ 80 bilhões, com déficit de US$ 10 bilhões para o Brasil. "Então, obviamente que a China passa a ser um parceiro privilegiado para o Brasil, na medida em que ele importa mais e a gente tem mais superávit", completou ele.
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