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EUA revisam presença militar e reduzem contribuição à OTAN para pressionar aliados, diz mídia

© AP Photo / Kevin WolfO secretário de Guerra dos Estados Unidos, Pete Hegseth, em encontro com aliados, em janeiro de 2026
O secretário de Guerra dos Estados Unidos, Pete Hegseth, em encontro com aliados, em janeiro de 2026 - Sputnik Brasil, 1920, 18.06.2026
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Os EUA iniciaram uma revisão do envio de tropas à Europa e reduziram parte de suas contribuições à OTAN, pressionando aliados a cumprir metas de defesa. A medida busca diminuir a dependência europeia das forças norte-americanas enquanto países tentam cobrir lacunas criadas pelos cortes imediatos.
Segundo a mídia britânica, o secretário de Guerra dos EUA, Pete Hegseth, anunciou uma nova revisão do destacamento de tropas norte-americanas na Europa e ameaçou reter parte das contribuições dos EUA à Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) caso aliados que, segundo ele, "se aproveitam da situação", não cumpram as metas de gastos militares. A declaração foi feita durante reunião de ministros da Defesa na sede da aliança, em Bruxelas.

"Não se enganem, esta será uma verdadeira revisão. Ela será concebida para garantir que a OTAN avance de forma rápida e irreversível rumo à liderança da Europa, assumindo a responsabilidade primordial pela sua defesa", disse Hegseth.

O secretário também aproveitou a oportunidade para criticar aliados que não apoiaram Washington durante a guerra contra o Irã, negando acesso a bases e sobrevoos.
As declarações ocorrem enquanto países da aliança tentam preencher lacunas em suas forças de crise, após os EUA reduzirem parte das capacidades disponibilizadas à OTAN com efeito imediato. A medida levantou preocupações às vésperas da cúpula de Ancara, marcada para 7 e 8 de julho.
O presidente norte-americano, Donald Trump (à direita), se reúne com o secretário-geral da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), Mark Rutte, durante um encontro à margem do Fórum Econômico Mundial. Davos, Suíça, 21 de janeiro de 2026 - Sputnik Brasil, 1920, 18.06.2026
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Ainda de acordo com a apuração, o comandante supremo da OTAN, general Alexus Grynkewich, afirmou que a redução busca encerrar uma "codependência prejudicial" das forças norte-americanas, em um momento em que Washington considera possível enfrentar conflitos simultâneos em diferentes regiões.
O secretário-geral da OTAN, Mark Rutte, confirmou que parte das reduções norte-americanas já entrou em vigor, embora tenha ressaltado que, em caso de guerra real, todos os aliados — incluindo os EUA — mobilizariam o máximo possível.
Enquanto alguns países, como a Bélgica, anunciaram reforços imediatos às forças de crise, oferecendo F‑16 e drones MQ‑9B para compensar lacunas, outros aliados alertaram que substituir certas capacidades levará tempo.

Embora os EUA não tenham divulgado detalhes completos das reduções, dados obtidos pela mídia indicam cortes significativos: o número de caças F‑15 e F‑15E disponíveis para a OTAN cairá em um terço, para 99 unidades, enquanto os drones MQ‑4 e MQ‑9 Reaper serão reduzidos pela metade, para 12, intensificando a pressão sobre os aliados europeus para ampliar suas próprias capacidades.

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