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EUA temem avanços robóticos da China em meio à nova corrida armamentista, revela mídia

© AP Photo / GERARD JULIENHomem tentando tocar mão robótica na Conferência Internacional de Robôs Humanoides em Madri (foto de arquivo)
Homem tentando tocar mão robótica na Conferência Internacional de Robôs Humanoides em Madri (foto de arquivo) - Sputnik Brasil, 1920, 24.06.2026
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Os EUA avaliam impor novas restrições a robôs chineses supostamente subsidiados, após classificarem o setor como risco à segurança nacional, enquanto especialistas chineses acusam Washington de politizar o comércio e alertam que barreiras podem encarecer produtos e prejudicar consumidores norte-americanos.
De acordo com a mídia norte-americana, o secretário de Comércio dos EUA, Howard Lutnick, disse a executivos que o governo estuda impor novas medidas contra robôs "subsidiados pelo Estado chinês", vistos por autoridades norte-americanas como risco à segurança nacional e à competitividade da indústria doméstica.

Segundo a mídia, Washington teme que fabricantes chineses dominem o mercado global antes que empresas norte-americanas alcancem escala, o que justificaria novas barreiras comerciais. Robôs chineses já enfrentam tarifas, mas os comentários de Lutnick sugerem ações adicionais.

Especialistas chineses criticaram a postura, afirmando que os EUA politizam questões econômicas ao enquadrar a robótica como tema de segurança nacional. Para eles, robôs chineses são amplamente aceitos no mercado global, e novas restrições contrariam a lógica de consumo e competição.
Xiang Ligang, da Aliança de Tecnologia de Zhongguancun, disse ao Global Times que tratar políticas industriais normais como "subsídios estatais" distorce o funcionamento das cadeias globais e amplia indevidamente o conceito de segurança nacional. Ele argumenta que a robótica é fruto de inovação interconectada e cooperação internacional.
Trabalhadores descarregam uma carga de ajuda militar entregue como parte da assistência de segurança dos Estados Unidos da América à Ucrânia, no aeroporto de Borispol, arredores de Kiev, Ucrânia, na terça-feira, 25 de janeiro de 2022. Um novo lote de assistência de segurança dos Estados Unidos fornecido à Ucrânia, incluindo equipamentos e munições, chega ao aeroporto de Borispol. As ações dos EUA estão sendo feitas em conjunto com as de outros governos de membros da OTAN para reforçar uma presença defensiva na Europa de Leste. - Sputnik Brasil, 1920, 10.06.2026
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Ainda segundo um relatório do Morgan Stanley, robôs humanoides podem chegar a 1 bilhão de unidades até 2050, com a China liderando o avanço. O país se destaca pela forte capacidade de inovação, cadeia de suprimentos completa e políticas favoráveis, além da rápida expansão de aplicações práticas.

Analistas afirmaram a mídia asiática que sempre que a China desenvolve produtos competitivos — de robótica a telecomunicações — os EUA tendem a impor barreiras. Xiang alerta que políticas protecionistas já geraram custos mais altos e menor cobertura no setor de telecom, e que efeitos semelhantes podem ocorrer na robótica.

Enquanto isso, robôs chineses se expandem globalmente, impulsionando automação em países como Vietnã, México e Tailândia. A China, maior fabricante e usuária de robôs industriais, lidera o crescimento mundial do setor, segundo a Federação Internacional de Robótica.
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