EUA temem avanços robóticos da China em meio à nova corrida armamentista, revela mídia
07:45 24.06.2026 (atualizado: 07:55 24.06.2026)

© AP Photo / GERARD JULIEN
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Os EUA avaliam impor novas restrições a robôs chineses supostamente subsidiados, após classificarem o setor como risco à segurança nacional, enquanto especialistas chineses acusam Washington de politizar o comércio e alertam que barreiras podem encarecer produtos e prejudicar consumidores norte-americanos.
De acordo com a mídia norte-americana, o secretário de Comércio dos EUA, Howard Lutnick, disse a executivos que o governo estuda impor novas medidas contra robôs "subsidiados pelo Estado chinês", vistos por autoridades norte-americanas como risco à segurança nacional e à competitividade da indústria doméstica.
Segundo a mídia, Washington teme que fabricantes chineses dominem o mercado global antes que empresas norte-americanas alcancem escala, o que justificaria novas barreiras comerciais. Robôs chineses já enfrentam tarifas, mas os comentários de Lutnick sugerem ações adicionais.
Especialistas chineses criticaram a postura, afirmando que os EUA politizam questões econômicas ao enquadrar a robótica como tema de segurança nacional. Para eles, robôs chineses são amplamente aceitos no mercado global, e novas restrições contrariam a lógica de consumo e competição.
Xiang Ligang, da Aliança de Tecnologia de Zhongguancun, disse ao Global Times que tratar políticas industriais normais como "subsídios estatais" distorce o funcionamento das cadeias globais e amplia indevidamente o conceito de segurança nacional. Ele argumenta que a robótica é fruto de inovação interconectada e cooperação internacional.
Ainda segundo um relatório do Morgan Stanley, robôs humanoides podem chegar a 1 bilhão de unidades até 2050, com a China liderando o avanço. O país se destaca pela forte capacidade de inovação, cadeia de suprimentos completa e políticas favoráveis, além da rápida expansão de aplicações práticas.
Analistas afirmaram a mídia asiática que sempre que a China desenvolve produtos competitivos — de robótica a telecomunicações — os EUA tendem a impor barreiras. Xiang alerta que políticas protecionistas já geraram custos mais altos e menor cobertura no setor de telecom, e que efeitos semelhantes podem ocorrer na robótica.
Enquanto isso, robôs chineses se expandem globalmente, impulsionando automação em países como Vietnã, México e Tailândia. A China, maior fabricante e usuária de robôs industriais, lidera o crescimento mundial do setor, segundo a Federação Internacional de Robótica.


