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Satélite registra um deslocamento de 30 cm da crosta terrestre após terremotos na Venezuela (FOTO)

CC BY-SA 2.0 / John Englart / Placas tectônicas e vulcanismo no Museu de História Natural, Londres
Placas tectônicas e vulcanismo no Museu de História Natural, Londres - Sputnik Brasil, 1920, 05.07.2026
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A Agência Espacial Europeia (ESA) publicou um mapa de satélite da deformação da superfície da Terra na sequência de uma série de terremotos poderosos que ocorreram na Venezuela em 24 de junho. Para análise foram utilizados dados dos satélites Sentinel-1 do programa europeu de observação da Terra Copernicus.
Ao contrário dos satélites óticos, o Sentinel-1 usa sistemas de radar que enviam pulsos de micro-ondas para a superfície da Terra e medem seu tempo de retorno. Comparação de imagens do mesmo território obtidas em datas diferentes permite detectar deslocamentos do solo com uma precisão de até centímetros, mesmo que não sejam observáveis visualmente, detalha ESA.
Para construir o mapa, os especialistas compararam os dados obtidos em 18 de junho – uma semana antes dos terremotos – e em 25 de junho, 24 horas após os dois tremores subterrâneos de magnitudes 7,2 e 7,5 na escala de Richter. Com base nessas observações, foi criado um interferograma – um mapa especial mostrando as deformações da superfície da Terra.
CC BY-SA 3.0 IGO / Contains modified Copernicus Sentinel data (2026), processed by ESA (cropped image) / A imagem de satélite Sentinel-1 mostra o deslocamento da superfície terrestre após terremotos na Venezuela
A imagem de satélite Sentinel-1 mostra o deslocamento da superfície terrestre após terremotos na Venezuela - Sputnik Brasil, 1920, 05.07.2026
A imagem de satélite Sentinel-1 mostra o deslocamento da superfície terrestre após terremotos na Venezuela
A imagem publicada mostra claramente faixas coloridas caraterísticas localizadas na parte norte da região em torno de Caracas. Cada sequência de cores – do azul ao verde e do amarelo ao vermelho e vice-versa – corresponde à mudança registrada na distância entre o satélite e a superfície da Terra. Quanto mais desses ciclos forem observados, maior será o deslocamento total do solo.
De acordo com estimativas da ESA, a área no epicentro dos terremotos tem uma deformação de cerca de 30 centímetros. Esta área coincide com a localização da linha da falha de San Sebastián, uma das maiores estruturas tectônicas do norte da Venezuela.
No entanto, o deslocamento capturado pelos satélites não significa apenas elevação ou afundamento da superfície. Durante os terremotos, a crosta terrestre pode se mover vertical e horizontalmente ao mesmo tempo, e os dados interferométricos refletem apenas uma mudança geral na posição da superfície em relação ao satélite.
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