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Nova teoria sugere que a Terra poderia afinal sobreviver à morte violenta do Sol

CC BY-SA 3.0 / ESA / Imagem do Sol reproduzida a partir de dados do instrumento EUI da Solar Orbiter
Imagem do Sol reproduzida a partir de dados do instrumento EUI da Solar Orbiter - Sputnik Brasil, 1920, 06.07.2026
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Nosso planeta tem a chance de sobreviver à transformação do Sol em uma gigante vermelha e evitar a destruição completa no inferno termonuclear.
O destino final da Terra será determinado por um delicado equilíbrio entre a atração gravitacional de uma estrela em expansão e a sua perda de massa, o que enfraquecerá a força da estrela e permitirá que o planeta se mova para uma órbita mais segura.
As previsões sobre o futuro do Sistema Solar foram revisadas por astrônomos da Universidade Católica de Leuven, na Bélgica. Eles conduziram uma simulação gravitacional levando em conta a estrutura interna das estrelas envelhecidas, os resultados foram publicados na revista Astronomy & Astrophysics.

Após cerca de cinco bilhões de anos, o Sol ficará sem hidrogênio em seu núcleo, fazendo com que ele aumente de tamanho centenas de vezes e se torne uma gigante vermelha maciça. Nesse ponto, no Sistema Solar começará o "cabo de guerra", cujo resultado determinará o destino da Terra.

Uma ilustração do improvável sistema planetário que inclui a anã marrom massiva TOI-201 c, o Júpiter quente TOI-201 b, a super-Terra rochosa TOI-201 d e a estrela hospedeira TOI-201 - Sputnik Brasil, 1920, 24.06.2026
Ciência e sociedade
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Por um lado, devido à enorme expansão da estrela, haverá efeitos de maré poderosos que começam a abrandar a Terra e absorvê-la no seu interior. Por outro lado, a estrela ejetará ativamente as suas camadas externas para o espaço através de um poderoso vento estelar. Ao perder a matéria, o Sol tornar-se-á mais leve e a sua força gravitacional enfraquecerá, permitindo que a Terra migre ainda mais para a profundidade do Sistema Solar. Cálculos atualizados mostram que o efeito da perda de massa do Sol poderia compensar a desaceleração das marés - nesse caso, nosso planeta seria capaz de mudar para uma órbita mais distante, um pouco além do raio da estrela estendida.
Para confirmar os seus cálculos teóricos, os cientistas voltaram-se para observações reais da estrela gigante moribunda L2 Puppis, localizada a 200 anos-luz de nós. No passado ela era muito semelhante ao Sol, mas agora está perdendo massa rapidamente sendo rodeada por um disco de poeira onde um grande planeta gira. O fato de que este mundo sobreviveu dá aos cientistas boas razões para esperar pela salvação da Terra. No entanto, segundo simulações de computador, Mercúrio e Vênus serão completamente engolidos pela estrela moribunda em qualquer caso.
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