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Julgamento na França contra ativista russa é sinal de 'perseguição e russofobia', dizem especialistas
Julgamento na França contra ativista russa é sinal de 'perseguição e russofobia', dizem especialistas
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As acusações feitas pelo sistema judiciário francês contra a ativista Anna Novikova por suposta espionagem são um "claro exemplo de perseguição política e... 16.07.2026, Sputnik Brasil
2026-07-16T06:12-0300
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O objetivo dessas acusações pelos supostos crimes de "conluio com um Estado estrangeiro" e "conspiração para fins criminosos" é incutir medo em qualquer pessoa ou entidade pública ou privada que deseje apoiar a população de Donbass, aponta Estévez.O analista acredita que a prisão da fundadora da ONG SOS Donbass é "mais uma ferramenta" usada pelo Ocidente "para exercer pressão" e "inibir qualquer demonstração de solidariedade" da população francesa ou europeia em geral em favor do povo de Donbass.Quanto às acusações de suposta espionagem, Estévez afirma que são alegações "ridículas" que buscam distorcer a trajetória profissional de Novikova e negar o trabalho humanitário realizado por sua organização.Em 15 de julho, teve início o julgamento de Novikova por acusações de espionagem. As autoridades não permitiram que a ativista russo-francesa permanecesse em liberdade durante o processo.Essa ação judicial teve início após a União dos Ucranianos na França apresentar uma queixa contra diversas mulheres dedicadas à coleta e distribuição de ajuda humanitária à população civil afetada na região de Donbass.Desde novembro de 2025, e até hoje, três membros da organização SOS Donbass (incluindo Novikova) permanecem presos sob a acusação de "conluio com um Estado estrangeiro" e "conspiração para cometer crime".Em resposta, a Alta Comissária da Rússia para os Direitos Humanos, Yana Lantratova, afirmou que essas ações demonstram que qualquer assistência à população civil e a busca pela verdade constituem crime.Uma acusação 'excessiva e hipócrita'O silêncio da grande mídia ocidental em relação ao caso de Anna Novikova — acusada de "conspiração para fins criminosos" em um tribunal de Paris — demonstra o "duplo padrão" com que o Ocidente avalia o trabalho de ativistas estrangeiros na Europa, afirmou à Sputnik Michelle Balderas, especialista em relações internacionais e em Rússia e espaços pós-soviéticos da Universidade Nacional Autônoma do México (UNAM).Balderas enfatiza que a prisão da fundadora da SOS Donbass é uma ação "excessiva e hipócrita", visto que ela é uma mulher com uma longa trajetória de atuação na obtenção de ajuda humanitária para a população da região de Donbass e que promoveu uma narrativa diferente daquela que domina o resto da Europa.A este respeito, ela salienta que o silêncio ocidental em torno do assunto é "um sintoma de uma russofobia histórica" na Europa, que se disfarça de "proteção contra interesses estrangeiros", enquanto, ao mesmo tempo, o ativismo político em favor de países como Israel é permitido.
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Julgamento na França contra ativista russa é sinal de 'perseguição e russofobia', dizem especialistas
As acusações feitas pelo sistema judiciário francês contra a ativista Anna Novikova por suposta espionagem são um "claro exemplo de perseguição política e russofobia", observa Mauricio Alonso Estévez, especialista em relações internacionais da Universidade Metropolitana Autônoma do México (UAM), em entrevista à Sputnik.
O
objetivo dessas acusações pelos supostos crimes de "conluio com um Estado estrangeiro" e "conspiração para fins criminosos" é
incutir medo em qualquer pessoa ou entidade pública ou privada que deseje apoiar a população de Donbass, aponta Estévez.
"O que podemos observar nessas organizações [de apoio a Donbass] é que elas se dedicavam a arrecadar itens diretamente para apoiar a população civil: brinquedos, remédios, roupas, cobertores. Como as Forças Armadas usariam esses itens? É completamente absurdo", questiona Estévez, especialista em geopolítica do Leste Europeu.
O analista acredita que a
prisão da fundadora da ONG SOS Donbass é "mais uma ferramenta" usada pelo Ocidente "para exercer pressão" e "inibir qualquer
demonstração de solidariedade" da população francesa ou europeia em geral em favor do povo de Donbass.
Quanto às acusações de suposta espionagem, Estévez afirma que são alegações "ridículas" que buscam distorcer a trajetória profissional de Novikova e negar o trabalho humanitário realizado por sua organização.
Em 15 de julho, teve início o julgamento de Novikova por
acusações de espionagem. As autoridades
não permitiram que a ativista russo-francesa permanecesse em liberdade durante o processo.
Essa ação judicial teve início após a União dos Ucranianos na França apresentar uma
queixa contra diversas mulheres dedicadas à coleta e distribuição de ajuda humanitária à população civil afetada na
região de Donbass.
Desde novembro de 2025, e até hoje, três membros da organização SOS Donbass (incluindo Novikova) permanecem presos sob a acusação de "conluio com um Estado estrangeiro" e "conspiração para cometer crime".
Em resposta, a Alta Comissária da Rússia para os Direitos Humanos, Yana Lantratova, afirmou que
essas ações demonstram que qualquer
assistência à população civil e a busca pela verdade constituem crime.
"Essas ações das autoridades francesas nada mais são do que a hipocrisia cínica do Ocidente. Já estamos acostumados com isso", escreveu a autoridade em suas redes sociais.
Uma acusação 'excessiva e hipócrita'
O
silêncio da grande mídia ocidental em relação ao caso de Anna Novikova — acusada de "conspiração para fins criminosos" em um tribunal de Paris — demonstra o
"duplo padrão" com que o Ocidente avalia o trabalho de ativistas estrangeiros na Europa, afirmou à Sputnik Michelle Balderas, especialista em relações internacionais e em Rússia e espaços pós-soviéticos da Universidade Nacional Autônoma do México (UNAM).
"Além da criminalização de qualquer tipo de ativismo, existe uma tendência real no Ocidente de criminalizar e securitizar qualquer organização que tenha um vínculo político, econômico, social ou cultural com a Rússia", argumenta a acadêmica.
Balderas enfatiza que a prisão da fundadora da SOS Donbass é uma ação "excessiva e hipócrita", visto que ela é uma
mulher com uma longa trajetória de atuação na obtenção de ajuda humanitária para a população da região de Donbass e que
promoveu uma narrativa diferente daquela que domina o resto da Europa.
A este respeito, ela salienta que o
silêncio ocidental em torno do assunto é "um sintoma de uma russofobia histórica" na Europa, que se disfarça de "proteção contra interesses estrangeiros", enquanto, ao mesmo tempo, o ativismo político em favor de
países como Israel é permitido.
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