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Documentos revelam que FBI rejeitou incluir acusações sem provas contra China em 2020

© AP Photo / Matthew BrownEleitores votam as eleições primárias no centro de eventos MetraPark, em Billings, Montana. EUA, 4 de junho de 2024
Eleitores votam  as eleições primárias no centro de eventos MetraPark, em Billings, Montana. EUA, 4 de junho de 2024 - Sputnik Brasil, 1920, 17.07.2026
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O Federal Bureau of Investigation (FBI) se opôs, no fim de 2020, à inclusão de alegações sem comprovação sobre uma suposta interferência deliberada da China nas eleições presidenciais dos Estados Unidos em um relatório oficial, segundo documentos divulgados pela Casa Branca.
Os documentos, analisados pela Sputnik, mostram que representantes do FBI contestaram um trecho do relatório que afirmava que a liderança chinesa pretendia influenciar indiretamente o processo eleitoral nos Estados Unidos.

"A comunidade de inteligência afirmou repetidamente, com base no conjunto das informações disponíveis, que não há evidências dessa intenção. Fazer uma afirmação tão categórica sem provas é enganoso", diz uma troca de mensagens entre um representante do FBI e o Conselho Nacional de Inteligência.

A correspondência também indica que um oficial de inteligência tentou equiparar informações de uma fonte considerada pouco confiável a interceptações de comunicações atribuídas à liderança chinesa. Segundo o FBI, o relatório ainda sustentava, sem apresentar evidências, que Pequim poderia ter incentivado protestos internos nos Estados Unidos.
Os documentos vieram a público após o presidente Donald Trump divulgar um pacote de arquivos desclassificados e acusar diretamente a China de interferir nas eleições presidenciais de 2020.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, durante conversa com a imprensa na Casa Branca, em 22 de junho de 2026 - Sputnik Brasil, 1920, 16.07.2026
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"O maior comprometimento de dados eleitorais da história", declarou durante pronunciamento à nação nesta quinta-feira (16). "Essa perda de dados representa um pesadelo sem precedentes para a segurança eleitoral", disse. "Essas revelações expõem um sistema eleitoral tão falho e tão vulnerável que ninguém consegue defendê-lo. É indefensável".
De acordo com o chefe de Estado, a investigação e a desclassificação de documentos abrangem cinco áreas, que, segundo ele, demonstrariam um suposto ataque cibernético contra informações relacionadas ao processo eleitoral.
"Essas informações incluem nomes, endereços, números de telefone, preferências partidárias e outros dados sensíveis que seriam necessários para se registrar para votar e participar de outras atividades ilícitas. O que é exatamente o que estava acontecendo".
Na lista de conspirações, ele incluiu Rússia, Irã e Coréia do Norte como nações capazes de comprometer a integridade da infraestrutura das eleições do país que ele governa.
As eleições gerais de meio de mandato vão ocorrer na primeira terça-feira de novembro (3) e todas as 435 cadeiras da Câmara dos Representantes dos EUA e 35 (um terço) das 100 cadeiras do Senado dos EUA serão renovadas pelo voto.
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