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China rejeita críticas dos EUA a teste de míssil e acusa Washington de politizar debate, diz mídia

© AP Photo / Zha ChunmingDestróier da Marinha da China lança um míssil durante manobras no mar do Sul da China (foto de arquivo)
Destróier da Marinha da China lança um míssil durante manobras no mar do Sul da China (foto de arquivo) - Sputnik Brasil, 1920, 12.08.2026
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China rejeitou críticas dos EUA ao teste de míssil balístico intercontinental, acusando Washington de manipular a Conferência sobre Desarmamento e usar o tema para ganhos políticos, enquanto defende que suas notificações prévias e a modernização de sua defesa são legítimas e responsáveis.
O embaixador chinês Li Chijiang rejeitou uma declaração liderada pelos EUA na Conferência sobre Desarmamento, em Genebra, que criticava o recente teste de míssil balístico intercontinental lançado por submarino.
Segundo o Global Times, o embaixador afirmou que a modernização "legítima e razoável" da defesa chinesa não deve ser questionada e que a boa vontade de Pequim ao notificar previamente lançamentos não pode ser usada para ganhos geopolíticos.
Li acusou Washington de mobilizar países, inclusive que não são membros da conferência, para pressionar a China e transformar o fórum em palco de manipulação política, e classificou a iniciativa como "diplomacia de microfone", acrescentando que as acusações são infundadas.
Segundo o embaixador, os EUA exigiram notificações com base no Código de Conduta de Haia, ao qual a China não aderiu e, portanto, não está vinculada. Ele ressaltou que Pequim conduz testes de forma segura e responsável, tendo informado antecipadamente o último lançamento.
O destróier de mísseis guiados tipo 052D Guiyang, da Marinha do Exército de Libertação Popular da China (ELP), participa de um desfile naval para comemorar o 70º aniversário da fundação da Marinha do ELP da China no mar perto de Qingdao, na província de Shandong, no leste da China, 23 de abril de 2019 - Sputnik Brasil, 1920, 05.08.2026
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Li afirmou que os EUA não têm legitimidade para criticar a China, lembrando que o país asiático realizou apenas três testes de mísseis intercontinentais, enquanto Washington lidera em número e frequência. Também acusou os EUA de expandirem suas forças nucleares e abandonarem mecanismos internacionais.
O embaixador reiterou que a China mantém uma estratégia nuclear de autodefesa, com arsenal mínimo necessário e sem participar de corrida armamentista. Disse que suas forças nucleares são essenciais para dissuadir conflitos e preservar a estabilidade global.
Ele instou os EUA a reverem suas políticas e contribuírem de forma concreta para a paz internacional, em vez de politizar o debate sobre desarmamento.

A Conferência sobre Desarmamento, criada em 1978 e sediada em Genebra, reúne 65 países e é o principal fórum multilateral para negociar temas como desarmamento nuclear, prevenção da guerra nuclear e fim da corrida armamentista.

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