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STF volta a adiar julgamento sobre eleição indireta para o governo do Rio de Janeiro

© Foto / Reprodução/ Wikimedia CommonsPalácio da Guanabara, sede do governo do estado do Rio de Janeiro
Palácio da Guanabara, sede do governo do estado do Rio de Janeiro - Sputnik Brasil, 1920, 19.08.2026
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O Supremo Tribunal Federal (STF) retirou da pauta nesta quarta-feira (19) o julgamento que discute a eleição para o mandato-tampão de governador do Rio de Janeiro. O caso seria analisado nesta tarde, mas os ministros decidiram priorizar a ação sobre a aplicação da Lei Maria da Penha em casos de violência contra a mulher fora do ambiente familiar.
Ainda não há nova data para a retomada da sessão, que foi interrompida em abril após o pedido de vista do ministro Flávio Dino. Até agora, quatro ministros votaram pela realização de uma eleição indireta, enquanto um se posicionou pela tese contrária.
A disputa envolve uma ação apresentada pelo diretório estadual do PSD, que defende uma eleição direta para definir quem comandará o estado até o fim do mandato. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE), por outro lado, determinou que a escolha seja feita de forma indireta, pelos deputados estaduais da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (ALERJ).
A necessidade de uma eleição para o mandato-tampão surgiu após o estado ficar sem integrantes na linha sucessória aptos a assumir o cargo. O ex-governador Cláudio Castro foi condenado à inelegibilidade pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em 23 de março, decisão que também determinou a realização do novo pleito.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao lado do governador interino do Rio de Janeiro, Ricardo Couto, durante a assinatura da adesão do estado ao Programa de Pleno Pagamento de Dívidas dos Estados (Propag). Rio de Janeiro (RJ), 22 de junho de 2026 - Sputnik Brasil, 1920, 22.06.2026
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Castro havia renunciado ao cargo, enquanto o então vice-governador Thiago Pampolha deixou a função em 2025 para assumir uma vaga no Tribunal de Contas do Estado (TCE). O posto de vice-governador ficou, portanto, desocupado.
O ex-presidente da ALERJ Rodrigo Bacellar, que está preso por suspeita de vazar informações sigilosas de operações policiais, seria o próximo na linha sucessória, mas também foi cassado e deixou o comando do Legislativo estadual.
Com a ausência dos sucessores, o presidente do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ), Ricardo Couto de Castro, permanece à frente do governo de forma interina até que a Corte decida definitivamente sobre a forma de escolha do novo chefe do Executivo estadual.
Enquanto o STF não define a forma de escolha do governador-tampão, a própria ALERJ tenta ocupar o espaço deixado pela indefinição. Em maio, o presidente da Casa, Douglas Ruas, pediu ao ministro Luiz Fux para assumir interinamente o governo, sob o argumento de que passou a integrar a linha sucessória após ser eleito para comandar o Legislativo estadual.
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