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Pesquisadores do Brasil fogem de eixo Europa-EUA e fazem conferência de matemática com BRICS na USP
Pesquisadores do Brasil fogem de eixo Europa-EUA e fazem conferência de matemática com BRICS na USP
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O Brasil está redirecionando suas parcerias científicas, segundo pesquisadores ouvidos pela Sputnik Brasil nesta sexta-feira (21). De 19 a 21 de agosto... 21.08.2026, Sputnik Brasil
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A mudança de rumos é clara, segundo as lideranças científicas brasileiras. Jaqueline Godoy Mesquita, presidente da Sociedade Brasileira de Matemática (SBM) e professora da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), reconheceu que historicamente o Brasil concentra suas colaborações no Norte Global, cenário que, segundo ela, está mudando.De acordo com Mesquita, o evento discutiu a criação de novas estruturas de colaboração entre os países. A presidente da SBM explicou que a intenção é aprofundar os laços no Sul Global.Para alcançar esse estreitamento, a proposta inclui a criação de periódicos científicos, prêmios e eventos regionais.Segundo Marcone Corrêa Pereira, professor da USP e membro do comitê organizador, o encontro foi intenso.Para Pereira, o valor da conferência está nas diferenças culturais. O professor observou que o Brasil está acostumado com a perspectiva ocidental e pouco conhece das abordagens chinesa, indiana e russa.De acordo com Pereira, o congresso gerou identificações de interesse entre os pesquisadores.Segundo Maksim Shishlenin, professor do Instituto Sobolev de Matemática, da Rússia, esses eventos são fundamentais para viabilizar colaborações reais. "Quando visitamos conferências como esta, podemos encontrar colegas e fazer colaborações em diferentes aplicações", afirmou, em sua primeira participação em um evento do BRICS e em sua primeira visita à América do Sul.De acordo com Mesquita, sediar o encontro representa um posicionamento geopolítico mais amplo do Brasil. A presidente da Sociedade Brasileira de Matemática destacou que o evento fortalece a posição brasileira no agrupamento.Segundo as lideranças ouvidas, a próxima conferência será sediada pela Índia.
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Pesquisadores do Brasil fogem de eixo Europa-EUA e fazem conferência de matemática com BRICS na USP
15:32 21.08.2026 (atualizado: 17:54 21.08.2026) O Brasil está redirecionando suas parcerias científicas, segundo pesquisadores ouvidos pela Sputnik Brasil nesta sexta-feira (21). De 19 a 21 de agosto, pesquisadores de Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul estiveram reunidos na Universidade de São Paulo (USP) para o 7ª Conferência de Matemática do BRICS.
A mudança de rumos é clara, segundo as lideranças científicas brasileiras. Jaqueline Godoy Mesquita, presidente da Sociedade Brasileira de Matemática (SBM) e professora da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), reconheceu que historicamente o Brasil concentra suas colaborações no Norte Global, cenário que, segundo ela, está mudando.
"Nos últimos anos, o Brasil avançou bastante, tendo muitas colaborações com a China. A China tem sido uma parceira estratégica do Brasil, mas também o Brasil tem várias colaborações com a Rússia, com a Índia."
De acordo com Mesquita, o evento discutiu a criação de novas estruturas de colaboração entre os países. A presidente da SBM explicou que a intenção é aprofundar os laços no Sul Global.
"A ideia do BRICS é […] a gente olhar um pouco mais para o Sul Global e tentar estreitar as nossas relações na área da matemática com esses países."
Para alcançar esse estreitamento, a proposta inclui a criação de periódicos científicos, prêmios e eventos regionais.
Segundo Marcone Corrêa Pereira, professor da USP e membro do comitê organizador, o encontro foi intenso.
"A gente, da organização, estava trabalhando mais de 12 horas por dia, encontrando o pessoal, discutindo matemática, também questões até associadas às políticas."
Para Pereira,
o valor da conferência está nas diferenças culturais. O professor observou que o Brasil está acostumado com a
perspectiva ocidental e pouco conhece das abordagens chinesa, indiana e russa.
"A gente está acostumado com a cultura ocidental. E aí a gente também passa a ter conhecimento da cultura […] indiana, chinesa, russa e também da África do Sul. É curioso como é diferente mesmo, e esse tipo de evento é muito importante nesse sentido."
De acordo com Pereira, o congresso gerou identificações de interesse entre os pesquisadores.
"A gente identifica alguns interesses comuns. E aí a gente começa a discutir possibilidades de projetos. Pode culminar com a viagem, a promoção de visitas, missões técnicas para esses países."
Segundo Maksim Shishlenin, professor do Instituto Sobolev de Matemática, da Rússia, esses eventos são fundamentais para viabilizar colaborações reais. "Quando visitamos conferências como esta, podemos encontrar colegas e fazer colaborações em diferentes aplicações", afirmou, em sua primeira participação em um evento do BRICS e em sua primeira visita à América do Sul.
De acordo com Mesquita, sediar o encontro representa um posicionamento geopolítico mais amplo do Brasil. A presidente da Sociedade Brasileira de Matemática destacou que o evento fortalece a posição brasileira no agrupamento.
"O Brasil vai se colocando como um país líder. A gente coloca o Brasil com holofote, com protagonismo, diante dos países do BRICS e de outros países do Sul Global. Isso traz também mais força para a nossa soberania, para a pesquisa que é desenvolvida aqui."
Segundo as lideranças ouvidas, a próxima conferência será sediada
pela Índia.Acompanhe as notícias que a grande mídia não mostra!
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