Trump acusa o Canadá de exigir demais: 'Quer privilégios de estado'

© AP Photo / Mark Schiefelbein
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O Canadá está tentando obter privilégios semelhantes aos dos estados americanos, apesar de não ser um, afirmou o presidente dos EUA, Donald Trump. Suas declarações vieram após o colapso do acordo comercial entre os dois países e o anúncio de Ottawa de que responderia às novas tarifas de Washington com "dólar por dólar".
"O Canadá quer privilégios de estado sem ser um!! Eles também cobraram tarifas altíssimas de nossos grandes agricultores por anos. Isso acabou!!!", escreveu o ocupante da Casa Branca em sua rede social.
Anteriormente, o primeiro-ministro canadense, Mark Carney, anunciou que o Canadá imporia tarifas retaliatórias sobre as importações norte-americanas, aplicando o princípio "dólar por dólar" assim que as novas tarifas impostas por Washington entrassem em vigor.
"Não podemos aceitar o que eles ofereceram, nem daremos o que eles pediram", declarou Carney, referindo-se ao fracasso das negociações.
Por sua vez, o representante comercial dos EUA, Jamieson Greer, afirmou que o Canadá se recusou a concluir as negociações de um acordo comercial com Washington. Segundo o alto funcionário norte-americano, as tarifas sobre uma série de produtos canadenses entraram em vigor em 22 de agosto, às 04h01 GMT (01h01, horário de Brasília).
Em julho, o presidente dos EUA assinou documentos impondo tarifas adicionais de 50% sobre uma ampla gama de produtos canadenses. A decisão teria sido uma resposta às restrições discriminatórias impostas por Ottawa aos produtos note-americanos.
As restrições afetam quase 300 categorias de produtos e se aplicam a todos os bens, sem exceção. De acordo com estimativas do governo americano, as medidas deveriam afetar aproximadamente US$ 20 bilhões (mais de R$ 102,8 bilhões) em importações do Canadá.
Os Estados Unidos são compostos por 50 estados. Trump defendeu repetidamente a adesão do Canadá aos EUA, sugerindo que o país poderia se tornar o 51º estado. Como possível candidato à posição de "51º estado", o ocupante da Casa Branca também mencionou a Groenlândia em diversas ocasiões.


