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2ª Guerra Mundial: ecos, lições e marcas no século XXI
A série revisita as batalhas do Exército Vermelho e da Força Expedicionária Brasileira na Segunda Guerra Mundial. Ao recuperar essas histórias, revela como as marcas do conflito continuam presentes no mundo contemporâneo.​

Por que o Dia da Vitória na China incomoda tanto o Japão? Especialista explica (VÍDEOS)

© AP Photo / Ng Han GuanO presidente chinês, Xi Jinping, de pé em um carro, inspeciona o exército durante um desfile em comemoração ao 70º aniversário da rendição do Japão durante a Segunda Guerra Mundial, realizado em frente ao Portão da Paz Celestial (Tiananmen), em Pequim, em 3 de setembro de 2015.
O presidente chinês, Xi Jinping, de pé em um carro, inspeciona o exército durante um desfile em comemoração ao 70º aniversário da rendição do Japão durante a Segunda Guerra Mundial, realizado em frente ao Portão da Paz Celestial (Tiananmen), em Pequim, em 3 de setembro de 2015.  - Sputnik Brasil, 1920, 03.09.2026
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A comemoração do “Dia da Vitória do Povo Chinês na Guerra de Resistência Contra a Agressão Japonesa” na Segunda Guerra Mundial, celebrado nesta quinta-feira (3), passa longe de ser apenas uma efeméride do passado, já que a data ganha um peso geopolítico, principalmente com Tóquio intensificando a sua remilitarização e hostilidades contra Pequim.
Para compreender esse contexto, a reportagem da Sputnik Brasil conversou com Evandro Menezes de Carvalho, professor da Universidade Politécnica de Macau e da Cátedra Wutong da Universidade de Língua e Cultura de Pequim. Segundo ele, a ausência de um pedido formal de desculpas por parte de Tóquio prolonga e intensifica as tensões diplomáticas entre as duas nações até os dias de hoje.

O sinólogo também explica que as atrocidades cometidas pelas forças japonesas, como o massacre de Nanjing, cuja memória é anualmente relembrada em 13 de dezembro, permanecem profundamente vivas na consciência coletiva dos chineses.

"O horror do massacre de Nanjing está vivo na memória dos chineses. Além disso, o Japão, até hoje, nunca fez um pedido formal de desculpas. Em 2014, a Assembleia Popular Nacional aprova duas datas nacionais importantes, a primeira é 3 de setembro, que é a rendição total incondicional do Japão e a vitória dos chineses e 13 de dezembro para lembrar a memória das vítimas do massacre de Nanjing", disse.

O especialista destaca ainda que a recente remilitarização do Japão afronta a Constituição pacifista adotada pelo país após a Segunda Guerra Mundial. Dessa forma, o investimento em poder bélico, somado ao histórico, eleva as tensões e gera forte instabilidade regional na Ásia.

"De modo que a atual primeira-ministra do Japão dá força a um discurso de militarização do Japão só torna a situação ainda mais preocupante. O Japão rompe com os compromissos que havia se comprometido ao final da Segunda Guerra Mundial e pode criar uma situação de maior instabilidade regional aqui na Ásia", comenta.

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Apagamento histórico por parte de países ocidentais

Carvalho, que também é professor de direito internacional da Universidade Federal Fluminense (UFF), aponta a seletividade ocidental na construção da memória histórica. Ao pontuar que, enquanto o Tribunal de Nuremberg, que julgou os crimes nazistas, é amplamente conhecido, o Tribunal de Tóquio, responsável por julgar os crimes de guerra no teatro de operações asiático, permanece praticamente ignorado fora da Ásia.

"Em abril deste ano, houve um evento para celebrar o 80º aniversário de estabelecimento do Tribunal Militar Internacional para o Extremo Oriente, o Tribunal de Tóquio, que julga os criminosos de guerra japoneses. Há toda uma discussão no Ocidente sobre o Tribunal de Nuremberg, mas não se fala do Tribunal de Tóquio, isso é mais um exemplo desse apagamento da história", destaca.

A União Soviética (URSS) desempenhou um papel crucial na libertação do território chinês, destacando-se em ações estratégicas como a "Operação Tempestade de Agosto", que desarticulou as forças de ocupação japonesa na Manchúria e pôs fim ao Estado fantoche de Manchukuo. Esses feitos históricos e o sacrifício dos combatentes soviéticos permanecem profundamente gravados na memória coletiva da China, conforme apontado pelo especialista.
O resgate desse legado pode ser testemunhado por Carvalho nesta semana durante a visita à exposição "Almas Heroicas Moldadas no Vasto Céu — Exposição sobre os Fatos Históricos da Aviação durante a Guerra de Resistência do Povo Chinês Contra a Agressão Japonesa", realizada no Complexo da Plataforma de Serviços para a Cooperação Comercial entre a China e os países de Língua Portuguesa, em Macau.

"São dois países gigantes [Rússia e China] com uma história longa e há um esforço atual de trazer à luz esses fatos da história contados a partir deles próprios [como a atuação sino-soviética na Segunda Guerra]. Então, sim, há relatos da participação russa nesse processo, mas é natural também que a gente veja em eventos uma ênfase nos sofrimentos do povo chinês pelo que passou e, claro, na vitória sobre o Japão", observa.

© Acervo pessoal/Evandro Menezes de Carvalho

Professor Evandro Menezes de Carvalho (na ponta esquerda) participa de evento sobre o "Dia da Vitória do Povo Chinês Contra a Agressão Japonesa" em Macau.

Professor Evandro Menezes de Carvalho (na ponta esquerda) participa  de evento sobre o "Dia da Vitória do Povo Chinês Contra a Agressão Japonesa" em Macau. - Sputnik Brasil
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Professor Evandro Menezes de Carvalho (na ponta esquerda) participa de evento sobre o "Dia da Vitória do Povo Chinês Contra a Agressão Japonesa" em Macau.

© Acervo pessoal/Evandro Menezes de CarvalhoHerói Soviético na China: O piloto e operador de comunicações Mark Nikolaevich Marchenkov (1914–1938) integrou o Grupo de Voluntários Soviéticos que prestou apoio à Força Aérea Chinesa durante a Guerra de Resistência Contra a Agressão Japonesa. Natural da região de Smolensk, na Rússia, Marchenkov atuava como atirador e operador de rádio em bombardeiros rápidos. Em julho de 1938, ele foi gravemente ferido em combate durante a Batalha Aérea de Wuhan, vindo a falecer em decorrência dos ferimentos. Por sua bravura, foi condecorado com a Ordem de Lenin e o título de "Herói da União Soviética". Em setembro de 2014, o Ministério dos Assuntos Civis da República Popular da China incluiu formalmente seu nome na primeira lista oficial de heróis e mártires ilustres da resistência antifascista.
Herói Soviético na China: O piloto e operador de comunicações Mark Nikolaevich Marchenkov (1914–1938) integrou o Grupo de Voluntários Soviéticos que prestou apoio à Força Aérea Chinesa durante a Guerra de Resistência Contra a Agressão Japonesa. Natural da região de Smolensk, na Rússia, Marchenkov atuava como atirador e operador de rádio em bombardeiros rápidos. Em julho de 1938, ele foi gravemente ferido em combate durante a Batalha Aérea de Wuhan, vindo a falecer em decorrência dos ferimentos. Por sua bravura, foi condecorado com a Ordem de Lenin e o título de Herói da União Soviética. Em setembro de 2014, o Ministério dos Assuntos Civis da República Popular da China incluiu formalmente seu nome na primeira lista oficial de heróis e mártires ilustres da resistência antifascista. - Sputnik Brasil
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Herói Soviético na China: O piloto e operador de comunicações Mark Nikolaevich Marchenkov (1914–1938) integrou o Grupo de Voluntários Soviéticos que prestou apoio à Força Aérea Chinesa durante a Guerra de Resistência Contra a Agressão Japonesa. Natural da região de Smolensk, na Rússia, Marchenkov atuava como atirador e operador de rádio em bombardeiros rápidos. Em julho de 1938, ele foi gravemente ferido em combate durante a Batalha Aérea de Wuhan, vindo a falecer em decorrência dos ferimentos. Por sua bravura, foi condecorado com a Ordem de Lenin e o título de "Herói da União Soviética". Em setembro de 2014, o Ministério dos Assuntos Civis da República Popular da China incluiu formalmente seu nome na primeira lista oficial de heróis e mártires ilustres da resistência antifascista.
© Acervo pessoal/Evandro Menezes de CarvalhoA Feroz Batalha por Wuhan (1938): Painel histórico destaca a cooperação entre a Força Aérea Chinesa e o Grupo de Voluntários da Força Aérea Soviética na resistência contra a invasão japonesa. O texto detalha a reestruturação militar da época e o emblemático combate de 18 de fevereiro, no qual mais de 10 aeronaves japonesas foram abatidas, marcando a primeira grande vitória aérea aliada nos céus de Wuhan.
A Feroz Batalha por Wuhan (1938): Painel histórico destaca a cooperação entre a Força Aérea Chinesa e o Grupo de Voluntários da Força Aérea Soviética na resistência contra a invasão japonesa. O texto detalha a reestruturação militar da época e o emblemático combate de 18 de fevereiro, no qual mais de 10 aeronaves japonesas foram abatidas, marcando a primeira grande vitória aérea aliada nos céus de Wuhan. - Sputnik Brasil
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A Feroz Batalha por Wuhan (1938): Painel histórico destaca a cooperação entre a Força Aérea Chinesa e o Grupo de Voluntários da Força Aérea Soviética na resistência contra a invasão japonesa. O texto detalha a reestruturação militar da época e o emblemático combate de 18 de fevereiro, no qual mais de 10 aeronaves japonesas foram abatidas, marcando a primeira grande vitória aérea aliada nos céus de Wuhan.
© Acervo pessoal/Evandro Menezes de CarvalhoImpasse e Resistência Firme: Painel da "Unidade 4" retrata a fase de estabilização estratégica após a queda de Guangzhou e Wuhan em outubro de 1938. O texto destaca a atuação conjunta da Força Aérea Chinesa e dos voluntários soviéticos na defesa de cidades do oeste, como Lanzhou, além do monitoramento e proteção das capitais temporárias de Chongqing e Chengdu contra os bombardeios.
Impasse e Resistência Firme: Painel da Unidade 4 retrata a fase de estabilização estratégica após a queda de Guangzhou e Wuhan em outubro de 1938. O texto destaca a atuação conjunta da Força Aérea Chinesa e dos voluntários soviéticos na defesa de cidades do oeste, como Lanzhou, além do monitoramento e proteção das capitais temporárias de Chongqing e Chengdu contra os bombardeios. - Sputnik Brasil
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Impasse e Resistência Firme: Painel da "Unidade 4" retrata a fase de estabilização estratégica após a queda de Guangzhou e Wuhan em outubro de 1938. O texto destaca a atuação conjunta da Força Aérea Chinesa e dos voluntários soviéticos na defesa de cidades do oeste, como Lanzhou, além do monitoramento e proteção das capitais temporárias de Chongqing e Chengdu contra os bombardeios.
© Acervo pessoal/Evandro Menezes de CarvalhoBatalhas Aéreas de Chengdu e Bishan: Exposição detalha o violento combate de 13 de setembro de 1940 em Bishan, onde a Força Aérea Chinesa sofreu pesadas baixas contra os novos caças "Zero" japoneses. O painel traz a lista oficial dos pilotos chineses mortos em combate e homenageia o comandante soviético Grigory Kulishenko, que faleceu após guiar seu bombardeiro danificado para longe de áreas civis.
Batalhas Aéreas de Chengdu e Bishan: Exposição detalha o violento combate de 13 de setembro de 1940 em Bishan, onde a Força Aérea Chinesa sofreu pesadas baixas contra os novos caças Zero japoneses. O painel traz a lista oficial dos pilotos chineses mortos em combate e homenageia o comandante soviético Grigory Kulishenko, que faleceu após guiar seu bombardeiro danificado para longe de áreas civis. - Sputnik Brasil
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Batalhas Aéreas de Chengdu e Bishan: Exposição detalha o violento combate de 13 de setembro de 1940 em Bishan, onde a Força Aérea Chinesa sofreu pesadas baixas contra os novos caças "Zero" japoneses. O painel traz a lista oficial dos pilotos chineses mortos em combate e homenageia o comandante soviético Grigory Kulishenko, que faleceu após guiar seu bombardeiro danificado para longe de áreas civis.
© Acervo pessoal/Evandro Menezes de CarvalhoApoio Soviético na Resistência Inicial (1937–1941): Painel destaca a União Soviética como principal apoiadora da China no início da guerra contra a agressão japonesa. Além de fornecer empréstimos e suprimentos militares, o país enviou forças aéreas voluntárias que lutaram lado a lado com os chineses na defesa de Nanjing, Wuhan, Nanchang, Lanzhou e outras cidades estratégicas.
Apoio Soviético na Resistência Inicial (1937–1941): Painel destaca a União Soviética como principal apoiadora da China no início da guerra contra a agressão japonesa. Além de fornecer empréstimos e suprimentos militares, o país enviou forças aéreas voluntárias que lutaram lado a lado com os chineses na defesa de Nanjing, Wuhan, Nanchang, Lanzhou e outras cidades estratégicas. - Sputnik Brasil
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Apoio Soviético na Resistência Inicial (1937–1941): Painel destaca a União Soviética como principal apoiadora da China no início da guerra contra a agressão japonesa. Além de fornecer empréstimos e suprimentos militares, o país enviou forças aéreas voluntárias que lutaram lado a lado com os chineses na defesa de Nanjing, Wuhan, Nanchang, Lanzhou e outras cidades estratégicas.
© Acervo pessoal/Evandro Menezes de CarvalhoReorganização e Combate Lado a Lado (Parte 3) Visão geral da seção da mostra que detalha a transição estratégica da Força Aérea Chinesa. O painel aborda a chegada de mais de 2.000 voluntários e técnicos soviéticos, o recebimento de mais de 1.200 aeronaves e os esforços conjuntos para quebrar a desvantagem inicial nos combates aéreos e proteger os céus de Nanjing.
Reorganização e Combate Lado a Lado (Parte 3) Visão geral da seção da mostra que detalha a transição estratégica da Força Aérea Chinesa. O painel aborda a chegada de mais de 2.000 voluntários e técnicos soviéticos, o recebimento de mais de 1.200 aeronaves e os esforços conjuntos para quebrar a desvantagem inicial nos combates aéreos e proteger os céus de Nanjing. - Sputnik Brasil
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Reorganização e Combate Lado a Lado (Parte 3) Visão geral da seção da mostra que detalha a transição estratégica da Força Aérea Chinesa. O painel aborda a chegada de mais de 2.000 voluntários e técnicos soviéticos, o recebimento de mais de 1.200 aeronaves e os esforços conjuntos para quebrar a desvantagem inicial nos combates aéreos e proteger os céus de Nanjing.
© Acervo pessoal/Evandro Menezes de CarvalhoEvento "Almas Heroicas Moldadas no Vasto Céu – Exposição sobre os Fatos Históricos da Aviação durante a Guerra de Resistência do Povo Chinês Contra a Agressão Japonesa" em Macau.
Evento Almas Heroicas Moldadas no Vasto Céu – Exposição sobre os Fatos Históricos da Aviação durante a Guerra de Resistência do Povo Chinês Contra a Agressão Japonesa em Macau.  - Sputnik Brasil
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Evento "Almas Heroicas Moldadas no Vasto Céu – Exposição sobre os Fatos Históricos da Aviação durante a Guerra de Resistência do Povo Chinês Contra a Agressão Japonesa" em Macau.
© Acervo pessoal/Evandro Menezes de CarvalhoEvento "Almas Heroicas Moldadas no Vasto Céu – Exposição sobre os Fatos Históricos da Aviação durante a Guerra de Resistência do Povo Chinês Contra a Agressão Japonesa" em Macau.
Evento Almas Heroicas Moldadas no Vasto Céu – Exposição sobre os Fatos Históricos da Aviação durante a Guerra de Resistência do Povo Chinês Contra a Agressão Japonesa em Macau.  - Sputnik Brasil
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Evento "Almas Heroicas Moldadas no Vasto Céu – Exposição sobre os Fatos Históricos da Aviação durante a Guerra de Resistência do Povo Chinês Contra a Agressão Japonesa" em Macau.
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Professor Evandro Menezes de Carvalho (na ponta esquerda) participa de evento sobre o "Dia da Vitória do Povo Chinês Contra a Agressão Japonesa" em Macau.

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Herói Soviético na China: O piloto e operador de comunicações Mark Nikolaevich Marchenkov (1914–1938) integrou o Grupo de Voluntários Soviéticos que prestou apoio à Força Aérea Chinesa durante a Guerra de Resistência Contra a Agressão Japonesa. Natural da região de Smolensk, na Rússia, Marchenkov atuava como atirador e operador de rádio em bombardeiros rápidos. Em julho de 1938, ele foi gravemente ferido em combate durante a Batalha Aérea de Wuhan, vindo a falecer em decorrência dos ferimentos. Por sua bravura, foi condecorado com a Ordem de Lenin e o título de "Herói da União Soviética". Em setembro de 2014, o Ministério dos Assuntos Civis da República Popular da China incluiu formalmente seu nome na primeira lista oficial de heróis e mártires ilustres da resistência antifascista.
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A Feroz Batalha por Wuhan (1938): Painel histórico destaca a cooperação entre a Força Aérea Chinesa e o Grupo de Voluntários da Força Aérea Soviética na resistência contra a invasão japonesa. O texto detalha a reestruturação militar da época e o emblemático combate de 18 de fevereiro, no qual mais de 10 aeronaves japonesas foram abatidas, marcando a primeira grande vitória aérea aliada nos céus de Wuhan.
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Impasse e Resistência Firme: Painel da "Unidade 4" retrata a fase de estabilização estratégica após a queda de Guangzhou e Wuhan em outubro de 1938. O texto destaca a atuação conjunta da Força Aérea Chinesa e dos voluntários soviéticos na defesa de cidades do oeste, como Lanzhou, além do monitoramento e proteção das capitais temporárias de Chongqing e Chengdu contra os bombardeios.
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Batalhas Aéreas de Chengdu e Bishan: Exposição detalha o violento combate de 13 de setembro de 1940 em Bishan, onde a Força Aérea Chinesa sofreu pesadas baixas contra os novos caças "Zero" japoneses. O painel traz a lista oficial dos pilotos chineses mortos em combate e homenageia o comandante soviético Grigory Kulishenko, que faleceu após guiar seu bombardeiro danificado para longe de áreas civis.
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Apoio Soviético na Resistência Inicial (1937–1941): Painel destaca a União Soviética como principal apoiadora da China no início da guerra contra a agressão japonesa. Além de fornecer empréstimos e suprimentos militares, o país enviou forças aéreas voluntárias que lutaram lado a lado com os chineses na defesa de Nanjing, Wuhan, Nanchang, Lanzhou e outras cidades estratégicas.
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Reorganização e Combate Lado a Lado (Parte 3) Visão geral da seção da mostra que detalha a transição estratégica da Força Aérea Chinesa. O painel aborda a chegada de mais de 2.000 voluntários e técnicos soviéticos, o recebimento de mais de 1.200 aeronaves e os esforços conjuntos para quebrar a desvantagem inicial nos combates aéreos e proteger os céus de Nanjing.
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Evento "Almas Heroicas Moldadas no Vasto Céu – Exposição sobre os Fatos Históricos da Aviação durante a Guerra de Resistência do Povo Chinês Contra a Agressão Japonesa" em Macau.
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Cultura chinesa em prol da preservação da memória

O professor Evandro Menezes de Carvalho, que recentemente lançou a obra "China: tradição e modernidade na governança do país", enfatiza que há uma produção cultural pujante no mercado chinês que conta com diversos formatos de mídia, como séries, filmes e livros, que retratam os variados episódios e o impacto da Segunda Guerra Mundial em território chinês, reforçando o compromisso do país em manter vivos os fatos daquele período.

"Esse movimento mais recente da capacidade chinesa de produzir produtos culturais de altíssimo nível, cinema em especial, séries de TV, enfim, intensificou a produção de novas histórias que muitas vezes se concentram em fatos específicos, não necessariamente a toda a guerra de resistência do povo chinês contra a agressão japonesa", conta.

Outro ponto levantado pelo pesquisador é que os chineses não tratam a libertação do jugo japonês apenas como um marco puramente doméstico. Pelo contrário, essa vitória é celebrada como parte indissociável da grande luta antifascista mundial, posicionando o país como um dos principais protagonistas e defensores da paz e da ordem global pós-guerra.

"É importante destacar que a China não deixou passar em branco no ano passado, que era o 80º aniversário da vitória na guerra de resistência do povo chinês contra a agressão japonesa. Inclusive, eles incluem essa vitória na guerra antifascista mundial. É interessante isso", conclui.

Na geopolítica atual, a história é uma ferramenta estratégica crucial nas guerras de narrativas. O legado da Segunda Guerra Mundial exemplifica isso, funcionando como um território em constante disputa. Quando os países resgatam e contam seus próprios fatos, eles protegem sua identidade e garantem sua soberania narrativa contra distorções externas.
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