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Crise no STF se agrava com disputa sobre Moraes, vazamentos e racha entre ministros, diz mídia
Crise no STF se agrava com disputa sobre Moraes, vazamentos e racha entre ministros, diz mídia
Sputnik Brasil
A crise no STF se agravou após a discussão sobre uma possível apuração contra Alexandre de Moraes, ampliando tensões internas, travando a agenda de Edson... 16.09.2026, Sputnik Brasil
2026-09-16T07:57-0300
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A sessão da terça-feira (15) no Supremo Tribunal Federal (STF) frustrou quem esperava que a crise na corte brasileira poderia ser estancada.De acordo com a mídia do país, a crise apenas se aprofundou após a sessão que discutiu a possível abertura de apuração contra o ministro Alexandre de Moraes, ampliando tensões internas e afetando a agenda do presidente Edson Fachin, inclusive a proposta de um código de ética. Segundo a apuração, ministros avaliam que o impasse está longe de uma solução e já contamina outras frentes de trabalho da Corte.O desgaste extrapolou o ambiente institucional e chegou a interações pessoais. Em meio às discussões, Kassio Nunes Marques bloqueou o número de Gilmar Mendes após um desentendimento, episódio que simboliza o nível de ruptura entre integrantes do tribunal, afirma o portal.Há preocupação de que novos vazamentos de mensagens do celular do ex-banqueiro Daniel Vorcaro atinjam outros ministros e agravem o cenário. Uma dúvida central é se Nunes Marques manterá o impedimento declarado no julgamento sobre Moraes quando o caso Master retornar à Segunda Turma, o que pode alterar a correlação de forças no colegiado.André Mendonça, relator do caso Master, tem contado com o apoio de Nunes Marques e Luiz Fux para sustentar suas decisões. Nunes Marques se afastou após mensagens mencionarem seu filho, mas indica que o impedimento se aplicaria apenas ao caso envolvendo Moraes, preservando sua atuação futura no Master.O clima de confronto ameaça congelar a discussão sobre o código de ética, já prevista para avançar após as eleições. Ministros insatisfeitos com a condução da crise por Fachin tendem a dificultar qualquer avanço em regras de conduta.Na sessão extraordinária de terça-feira, o plenário analisou uma questão de ordem apresentada por Gilmar Mendes e Flávio Dino, que propunha tratar conjuntamente as situações de Moraes e Mendonça, redistribuir a relatoria por sorteio e abrir prazo para manifestação da Procuradoria-Geral da República (PGR). O mérito das mensagens não chegou a ser discutido.O julgamento foi suspenso após pedido de vista de Dino, que agora tem até 90 dias para devolver o processo. A sessão terminou com placar de 4 a 3 para manter separadas as análises das condutas de Moraes e Mendonça, decisão que adiciona mais incerteza ao futuro do caso e ao ambiente interno da Corte.Entenda a criseA crise ganhou força quando André Mendonça retirou o sigilo de relatórios da Polícia Federal (PF) sobre o Banco Master, revelando 52 mensagens supostamente entre Daniel Vorcaro e Alexandre de Moraes, além de encontros e um contrato de R$ 130 milhões envolvendo o escritório da esposa de Moraes. A divulgação abriu um confronto direto entre os ministros, quando Moraes acusou Mendonça de liberar documentos de forma seletiva, enquanto Mendonça afirmou ter preservado apenas dados sensíveis de investigações em curso.A disputa avançou para o acesso às provas do celular de Vorcaro. Moraes, Gilmar Mendes e Cristiano Zanin exigiram acesso integral, e a PF confirmou ter entregue cópias completas aos gabinetes, com apoio da PGR. O embate, no entanto, expôs divergências profundas sobre transparência, procedimentos e limites da atuação de cada ministro dentro do caso Master.Diante do conflito, Edson Fachin decidiu separar os processos: o Plenário analisará as mensagens entre Moraes e Vorcaro, enquanto as acusações de Moraes contra Mendonça ficaram para 23 de setembro. A divisão tenta conter o desgaste interno, mas mantém a crise aberta e com potencial de novos desdobramentos.
https://noticiabrasil.net.br/20260915/curto-circuito-anos-de-acoes-do-stf-tem-em-caso-mendonca-e-moraes-o-seu-estopim-afirma-analista-54178972.html
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Crise no STF se agrava com disputa sobre Moraes, vazamentos e racha entre ministros, diz mídia
A crise no STF se agravou após a discussão sobre uma possível apuração contra Alexandre de Moraes, ampliando tensões internas, travando a agenda de Edson Fachin e expondo rupturas entre ministros, em meio ao impacto dos relatórios da PF sobre o Banco Master e das mensagens envolvendo Moraes.
A
sessão da terça-feira (15) no Supremo Tribunal Federal (STF)
frustrou quem esperava que a crise na corte brasileira poderia ser estancada.
De
acordo com a mídia do país, a crise apenas se aprofundou após a sessão que discutiu a
possível abertura de apuração contra o ministro Alexandre de Moraes,
ampliando tensões internas e afetando a agenda do presidente Edson Fachin, inclusive a proposta de um código de ética. Segundo a apuração, ministros avaliam que o impasse está longe de uma solução e já contamina outras frentes de trabalho da Corte.
O
desgaste extrapolou o ambiente institucional e chegou a interações pessoais. Em meio às discussões, Kassio Nunes Marques bloqueou o número de Gilmar Mendes após um desentendimento, episódio que
simboliza o nível de ruptura entre integrantes do tribunal, afirma o portal.
Há preocupação de que novos vazamentos de mensagens do celular do ex-banqueiro Daniel Vorcaro atinjam outros ministros e agravem o cenário.
Uma dúvida central é se Nunes Marques manterá o impedimento declarado no julgamento sobre Moraes quando o
caso Master retornar à Segunda Turma, o que pode alterar a correlação de forças no colegiado.
André Mendonça, relator do caso Master,
tem contado com o apoio de Nunes Marques e Luiz Fux para sustentar suas decisões. Nunes Marques se afastou após mensagens mencionarem seu filho, mas indica que o impedimento se aplicaria apenas ao caso envolvendo Moraes,
preservando sua atuação futura no Master.
O clima de confronto
ameaça congelar a discussão sobre o código de ética, já prevista para avançar após as eleições. Ministros insatisfeitos com a condução da crise por Fachin tendem a dificultar qualquer avanço em
regras de conduta.
Na sessão extraordinária de terça-feira, o plenário analisou uma questão de ordem apresentada por Gilmar Mendes e Flávio Dino, que propunha
tratar conjuntamente as situações de Moraes e Mendonça, redistribuir a relatoria por sorteio e abrir prazo para manifestação da Procuradoria-Geral da República (PGR). O
mérito das mensagens não chegou a ser discutido.
O julgamento foi suspenso após pedido de vista de Dino, que agora tem até 90 dias para devolver o processo. A sessão terminou com placar de 4 a 3 para manter separadas as análises das condutas de Moraes e Mendonça, decisão que adiciona mais incerteza ao futuro do caso e ao ambiente interno da Corte.
A crise ganhou força quando André Mendonça retirou o sigilo de relatórios da Polícia Federal (PF) sobre o Banco Master,
revelando 52 mensagens supostamente entre Daniel Vorcaro e Alexandre de Moraes, além de encontros e um contrato de R$ 130 milhões envolvendo o escritório da esposa de Moraes. A divulgação abriu um confronto direto entre os ministros, quando Moraes acusou Mendonça de
liberar documentos de forma seletiva, enquanto Mendonça afirmou ter preservado apenas dados sensíveis de investigações em curso.
A disputa avançou para o acesso às provas do celular de Vorcaro. Moraes, Gilmar Mendes e Cristiano Zanin exigiram acesso integral, e a PF confirmou ter entregue cópias completas aos gabinetes, com apoio da PGR. O embate, no entanto, expôs divergências profundas sobre transparência, procedimentos e limites da atuação de cada ministro dentro do caso Master.
Diante do conflito, Edson Fachin decidiu separar os processos: o Plenário analisará as mensagens entre Moraes e Vorcaro, enquanto as
acusações de Moraes contra Mendonça ficaram para 23 de setembro. A divisão tenta conter o
desgaste interno, mas mantém a crise aberta e com potencial de novos desdobramentos.
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