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Solo marciano revela fragilidade após impactos dos detritos da missão Mars 2020 (IMAGENS)

© Foto / NASA / JPL-Caltech / Universidade do ArizonaDunas de areia de Marte
Dunas de areia de Marte - Sputnik Brasil, 1920, 20.09.2026
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Equipamentos descartados da missão Mars 2020 criaram cinco crateras em Marte, permitindo à NASA medir a resistência do solo marciano e revelar que ele é muito menos coeso do que previam os modelos de impacto.
A eficiência da missão Mars 2020 acabou rendendo descobertas inesperadas quando até mesmo o equipamento descartado durante a viagem do Perseverance gerou dados científicos úteis. Ao liberar dois dispositivos de lastro de tungstênio e partes do estágio de cruzeiro, a espaçonave abriu cinco crateras na superfície marciana, transformando detritos em oportunidade de pesquisa.
© Foto / NASA/JPL-CaltechUma ilustração que retrata a descida angustiante do rover Perseverance em direção a Marte
Uma ilustração que retrata a descida angustiante do rover Perseverance em direção a Marte - Sputnik Brasil, 1920, 20.09.2026
Uma ilustração que retrata a descida angustiante do rover Perseverance em direção a Marte
O estudo analisou essas crateras artificiais para investigar a resistência do solo marciano. Diferentemente de impactos naturais, cujos parâmetros são desconhecidos, os engenheiros da NASA conhecem exatamente massa, velocidade e trajetória de seus equipamentos, tornando esses eventos ideais para modelagem.
As crateras foram identificadas pela sonda Mars Reconnaissance Orbiter, que registrou imagens recentes e comparou com registros anteriores a 2020. As formações exibiam características típicas de impactos recentes, como padrões específicos de refletividade e material ejetado ainda "fresco".
© Foto / Geophysical Research Letters/Sokołowska et al. 2026As localizações das crateras. Não há certeza absoluta sobre quais delas foram formadas pelos dispositivos de massa de balanceamento de cruzeiro (CBMDs, na sigla em inglês) porque, como mostra a imagem c), os modelos indicam elipses para as suas áreas de impacto simuladas
As localizações das crateras. Não há certeza absoluta sobre quais delas foram formadas pelos dispositivos de massa de balanceamento de cruzeiro (CBMDs, na sigla em inglês) porque, como mostra a imagem c), os modelos indicam elipses para as suas áreas de impacto simuladas - Sputnik Brasil, 1920, 20.09.2026
As localizações das crateras. Não há certeza absoluta sobre quais delas foram formadas pelos dispositivos de massa de balanceamento de cruzeiro (CBMDs, na sigla em inglês) porque, como mostra a imagem c), os modelos indicam elipses para as suas áreas de impacto simuladas
Os detritos atingiram o solo a noroeste da cratera Jezero, uma região crucial para estudos sobre habitabilidade antiga de Marte. O impacto ocorreu em ângulo raso, produzindo marcas variadas conforme o tipo de material superficial, incluindo regolito solto, uma mistura de poeira, areia, grãos quebrados de rocha e detritos acumulados.
Com base em simulações e análise dos ejetos, os pesquisadores concluíram que duas crateras foram causadas pelos lastros e três pelos fragmentos do estágio de cruzeiro e mais, que as leis padrão de escala de crateras superestimaram o tamanho esperado, revelando discrepâncias significativas quando objetos densos colidem com superfícies de baixa densidade.
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As modelagens 3D indicaram que o solo possui coesão de cerca de 7 quilopascais, semelhante à areia solta aqui na Terra, alinhando-se com medições anteriores de instrumentos térmicos da NASA. Desta forma, os resultados reforçam como impactos controlados podem revelar propriedades fundamentais de terrenos extraterrestres, uma tradição em experimentos desta natureza.
Hayabusa2, DART e até o impacto de um Falcon 9 na Lua foram analisados para este tipo de estudo e produção de parâmetros.
No futuro, impactos naturais também poderão ser aproveitados, ampliando o valor científico de missões ao transformar detritos em ferramentas de investigação planetária.
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