O evento reuniu cerca de 3 mil catadores, representantes de 600 cooperativas e organizações internacionais do setor, além da assinatura de decretos, protocolos de intenção, acordos de cooperação e da liberação de créditos por meio da Caixa Econômica Federal e do BNDES.
Em discurso nesta sexta-feira (19), Lula afirmou que pretende vencer com folga as eleições do próximo ano e declarou que a extrema direita não voltará ao comando do país.
"Vamos dar uma surra em quem achar que a extrema direita vai voltar a governar o Brasil. Que venham. Nós vamos comparar o que eles fizeram com o que nós fizemos, na saúde, na educação, no transporte e nas políticas de inclusão social", disse.
No mesmo evento, o presidente também anunciou que vetará o Projeto de Lei da Dosimetria, aprovado pelo Congresso na quarta-feira (17). Segundo ele, não há espaço para anistia ou redução de penas em casos ligados à tentativa de golpe.
"Pela primeira vez, este país tem um presidente preso por tentativa de golpe e quatro generais de quatro estrelas detidos pelo mesmo motivo, inclusive por um plano para matar o Lula, o Alckmin e o Alexandre de Moraes. Agora querem anistia. Com todo respeito aos parlamentares, eu vou vetar essa lei. Se quiserem derrubar o veto, que derrubem, mas é preciso ensinar esse pessoal a respeitar", afirmou.
Acompanhado da primeira-dama Janja e de ministros como Fernando Haddad (Fazenda), Esther Dweck (Gestão e Inovação), Guilherme Boulos (Secretaria-Geral da Presidência) e Paulo Teixeira (Desenvolvimento Agrário), Lula também rebateu críticas relacionadas à idade.
Apesar de ter subido ao palco com quase três horas de atraso, o presidente disse que disposição não lhe falta. "Estou com 80 anos, mas se eles soubessem o tesão que eu tenho para governar este país. Só envelhece quem tem o cérebro vazio. Eu tenho uma causa. Quero viver até os 120 anos", declarou.