Panorama internacional

Diplomatas dos EUA recusam atuar na Venezuela e chamam ações de Washington de ocupação, diz mídia

Alguns diplomatas dos Estados Unidos afirmaram que se recusarão a trabalhar na embaixada norte-americana na Venezuela caso suas atividades sejam retomadas, classificando as ações de Washington no país como uma "ocupação", informou nesta segunda-feira (5) o jornal Washington Post, citando uma fonte anônima.
Sputnik
Conforme a publicação, um grupo de diplomatas de carreira se voluntariou para ir a Caracas com o objetivo de reabrir a embaixada dos EUA no país, vendo a iniciativa como uma "oportunidade de abrir um novo caminho nas relações entre Estados Unidos e Venezuela".

"Outros diplomatas, no entanto, recusaram essa possibilidade, por considerarem que isso significaria colaborar com forças de ocupação no país", destaca o jornal.

Mais cedo, o presidente dos EUA, Donald Trump, disse a jornalistas que sua administração avalia a possibilidade de reabrir a embaixada na Venezuela.
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Caracas rompeu relações com os Estados Unidos em março de 2019, depois que Washington reconheceu Juan Guaidó como presidente interino da Venezuela. No mesmo ano, o corpo diplomático dos EUA deixou a embaixada.
Em 3 de janeiro, os Estados Unidos realizaram um ataque de grande escala contra a Venezuela; o presidente do país, Nicolás Maduro, e sua esposa, Cilia Flores, foram sequestrados e levados para Nova York. Trump afirmou que Maduro e Flores seriam julgados por suposto envolvimento com narcoterrorismo e por representarem uma ameaça, inclusive, aos Estados Unidos.
Já Maduro e sua esposa declararam-se inocentes das acusações durante audiência em um tribunal de Nova York.
Em resposta à operação dos EUA, Caracas solicitou uma reunião de emergência da ONU, e o Supremo Tribunal da Venezuela atribuiu temporariamente as funções de chefe de Estado à vice-presidente Delcy Rodríguez, que prestou juramento diante da Assembleia Nacional.
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