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Haddad diz que economia não será decisiva nas próximas eleições, no Brasil ou no mundo

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou em entrevista ao Canal UOL que a economia não deve ser o fator decisivo nas próximas eleições presidenciais, no Brasil ou no mundo. Embora reconheça que o tema preocupa parte da população, isoladamente, não garante vitória nem derrota a um governo.
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Haddad destacou que, apesar de a economia ser sempre relevante, ela deixou de ocupar o centro absoluto das disputas eleitorais. Segundo ele, o cenário global mostra que outros elementos têm influenciado mais fortemente o comportamento dos eleitores.

"A economia no mundo inteiro está sendo um elemento muito importante, mas não necessariamente decisivo para ganhar ou perder uma eleição", afirmou o ministro.

O ministro citou dados do Datafolha para reforçar sua avaliação. Entre abril e dezembro, a parcela de brasileiros que apontava a economia como principal problema do país caiu de 22% para 11%. Para Haddad, isso indica que apenas um em cada dez eleitores coloca o tema no topo de suas preocupações.
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Ele ponderou, no entanto, que pesquisas com múltiplas respostas podem revelar percentuais maiores, mas ainda assim a economia perdeu espaço no ranking das inquietações nacionais. Esse movimento, segundo ele, altera o peso tradicional do tema nas campanhas.
Haddad afirmou que outras questões passaram a ganhar protagonismo, como segurança pública e combate à corrupção. Esses temas, segundo ele, têm ocupado mais espaço no debate público e influenciado mais diretamente a opinião dos eleitores.
O ministro concluiu que a economia, embora importante, não deve ser vista como o fator que necessariamente derrubará ou reelegerá um governo, já que o cenário eleitoral atual é, segundo ele, mais complexo e multifatorial do que em ciclos anteriores.
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