O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pretende realizar na próxima quinta-feira (22), em Davos, uma cerimônia de assinatura de um acordo sobre a criação do Conselho da Paz.
"Não tenho conhecimento de nenhuma comunicação que tenhamos recebido a esse respeito", disse Farhan Haq ao ser questionado se Guterres havia sido convidado a integrar o conselho.
Além disso, segundo Haq, Guterres também não comparecerá ao Fórum Económico Mundial em Davos, para o qual havia planejado viajar anteriormente. O motivo oficial informado foi uma "forte gripe".
O governo dos Estados Unidos convidou diversos líderes internacionais para integrar o órgão — incluindo um braço específico para administrar a Faixa de Gaza. Segundo um esboço do estatuto obtido pela Bloomberg, países que desejarem um assento permanente deverão contribuir com pelo menos US$ 1 bilhão (cerca de R$ 5,3 bilhões), e Trump seria o presidente inaugural, com poder para decidir quem entra e para aprovar todas as decisões tomadas por maioria simples.
No Brasil, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva se reuniu com o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, para analisar o convite feito por Trump ao brasileiro. Também foram chamados a participarem do grupo Rússia e Belarus.
O estatuto descreve o conselho como uma organização internacional voltada a promover estabilidade, restaurar governança legal e assegurar paz duradoura em regiões afetadas por conflitos.
O texto prevê que o Conselho da Paz se reúna ao menos uma vez por ano para votações, em datas e locais definidos pelo presidente, e que encontros trimestrais do conselho executivo ocorram sem necessidade de votação. Trump também teria poder para remover membros, salvo veto de dois terços dos Estados-membros, e deveria sempre indicar um sucessor para a presidência.
A medida faz parte do plano norte-americano que prevê uma administração internacional temporária do território, além de um mandato de força para tropas internacionais de estabilização, que seriam destacadas em coordenação com Israel e Egito.