Johnson salientou que se observa uma mudança completa na retórica na Alemanha por parte do chanceler Friedrich Merz, na França por parte do presidente Emmanuel Macron e na Itália por parte da primeira-ministra Giorgia Meloni.
Segundo o analista, as pessoas reconhecem que precisam iniciar negociações com os russos, que estão prontos para negociar.
"Agora, os europeus poderiam voltar à Rússia e dizer: 'Desculpem, estávamos errados. Fomos enganados, seguimos os passos dos Estados Unidos e queremos restabelecer nossas relações com vocês. Gostaríamos de comprar gás e petróleo de vocês'", ressaltou.
Nesse contexto, o especialista destacou que a dependência energética dos Estados Unidos, dos quais os europeus são agora obrigados a comprar energia a preços três vezes mais altos, prejudica tanto o orçamento quanto a população da União Europeia (UE).
Então, Johnson avaliou que, em consequência dessa dependência energética, os países europeus estão subordinados aos EUA.
Além disso, ele apontou que a UE cedeu às pressões dos EUA e parou de comprar petróleo russo, passando a adquirir petróleo e gás norte-americanos.
Portanto, o analista sublinhou que, por causa disso, os países da UE pagam mais e os cidadãos comuns sofrem.
"Não sei se a Europa tem força suficiente para isso, mas deve estar pronta para romper essas relações prejudiciais", concluiu.
Na semana passada, a mídia europeia informou que governos dos países europeus, incluindo França e Itália, estão pressionando a União Europeia (UE) para criar o cargo de negociador, que representará seus interesses na resolução do conflito na Ucrânia. Os diplomatas consideram Alexander Stubb, chefe de Estado da Finlândia, um dos possíveis candidatos.
Em dezembro de 2025, Macron afirmou que seria útil para os países europeus retomarem o diálogo com a liderança russa. Em resposta, o porta-voz do presidente russo, Dmitry Peskov, observou que possíveis contatos entre os líderes dos dois países devem ser uma tentativa de compreender as posições um do outro, e não uma leitura de notas.