Ao discursar no Parlamento israelense, pouco após o governo divulgar que o corpo do último refém israelense retornou ao país, Netanyahu declarou que cumpriu a missão moral e ética de trazer de volta ao país todos os sequestrados vivos e mortos. Segundo o premiê, dos 255 reféns capturados, 168 foram resgatados com vida.
"Nós trouxemos de volta a Israel todos os nossos reféns, vivos e mortos, e hoje o último deles. A próxima etapa é o desarmamento do Hamas e a desmilitarização da Faixa de Gaza e não a reconstrução. Estamos interessados em avançar com essa etapa, não em adiá-la, e é isso que faremos. Quanto mais rápido desarmarmos o Hamas e desmilitarizarmos Gaza, mais rapidamente alcançaremos os objetivos da guerra", afirmou.
Em janeiro, o enviado especial do presidente dos Estados Unidos, Steve Witkoff, anunciou o início da segunda fase do plano de paz norte-americano para a Faixa de Gaza. Essa etapa prevê a criação de uma administração palestina de transição, o desarmamento do Hamas e a reconstrução da região.
No fim do ano passado, o Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) aprovou uma resolução proposta pelos Estados Unidos para a resolução da situação na Faixa de Gaza. A medida recebeu o apoio de 13 dos 15 membros do Conselho, com Rússia e China se abstendo.
O plano prevê, entre outros pontos, uma administração internacional temporária em Gaza e a criação de um Conselho de Paz sob a presidência de Trump.