Panorama internacional

Rússia afirma que pode cooperar com Japão no Ártico se Tóquio abandonar postura anti-russa

A Rússia pode considerar uma cooperação com o Japão no Ártico caso Tóquio abandone sua atual linha diplomática anti-russa, informou nesta segunda-feira (2) o Ministério das Relações Exteriores do país.
Sputnik
"Quando o lado japonês estiver pronto para abandonar seu curso anti-russo, poderemos analisar de forma aprofundada as possibilidades de estabelecer cooperação nas latitudes setentrionais", informou o ministério.
Segundo a pasta, mesmo no atual contexto geopolítico, a Rússia continua aberta ao diálogo com todos os parceiros estrangeiros de perfil construtivo que busquem uma cooperação mutuamente benéfica no Ártico.
Mais cedo, o Partido Liberal Democrata (PLD), que atualmente governa o Japão, substituiu em seu programa eleitoral as referências diretas à "cooperação com a comunidade internacional em sanções contra a Rússia e ao apoio à Ucrânia" por uma formulação genérica sobre a defesa da ordem internacional diante de desafios geopolíticos.
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Até o ano passado, o texto enfatizava a necessidade de impedir "tentativas de mudança unilateral do status quo por meio da força por Estados hegemônicos como China e Rússia". Também eram citadas a cooperação com o G7 no contexto das sanções contra Moscou e o "forte apoio à Ucrânia".
Não é a primeira vez que o governo japonês e o partido governista, liderados pela primeira-ministra Sanae Takaichi, evitam empregar uma linguagem direta sobre a questão ucraniana e ofensiva à Rússia.
No último fim de semana, por exemplo, durante uma entrevista coletiva após uma reunião com o homólogo do Reino Unido, Keir Starmer, Takaichi limitou-se a mencionar que o tema da Ucrânia foi abordado nas conversas.
Em discursos mais recentes, a líder japonesa tem recorrido reiteradamente a expressões como o desejo de "alcançar uma paz duradoura e sustentável na Ucrânia", evitando termos mais duros relacionados a sanções contra a Rússia ou a apoio direto a Kiev.
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