Segundo Tatishev, a estrutura da ONU foi formada, entre outras coisas, por uma burocracia interna muito poderosa e detalhadamente descrita.
"Acredito que todas as conversas sobre o Conselho da Paz poder substituir ou ser uma alternativa à ONU são, em grande parte, conversas de marketing. A maneira mais fácil de destacar essa organização e de organizar algum tipo de relações públicas é contrapô-la a uma grande organização, em particular à ONU", ressaltou.
Na opinião do analista, trata-se de uma estratégia informativa por parte daqueles que promovem o Conselho da Paz.
Ele especificou que isso não é ruim em si, trata-se de uma jogada normal, mas deve ser encarada apenas como parte da propaganda informativa do Conselho da Paz e nada mais do que isso.
Nesse contexto, o especialista lembrou que a estrutura da ONU foi formada, em grande parte, graças a uma poderosa burocracia interna com regras detalhadas.
Por sua vez, o Conselho da Paz, continuou o analista, demonstrou apenas sua carta, que regulamenta em grande medida o trabalho do presidente e as eleições do conselho executivo, mas os mecanismos de resolução de conflitos são descritos em termos muito gerais.
Além disso, Tatishev salientou que o trabalho prático do Conselho da Paz determinará seu lugar nas relações internacionais.
"No geral, porém, neste momento, a organização ainda é vista como uma poderosa plataforma de diálogo moderada pelos Estados Unidos", concluiu.
Anteriormente, o presidente da Rússia, Vladimir Putin, agradeceu a Trump pelo convite para integrar o recém-criado Conselho da Paz, iniciativa anunciada pela Casa Branca com foco na mediação de conflitos internacionais, como a guerra na Faixa de Gaza.
Segundo Putin, Moscou recebeu um convite pessoal de Trump para participar da nova estrutura internacional. A declaração foi feita durante reunião com os membros permanentes do Conselho de Segurança da Federação da Rússia.
Putin também anunciou que a Rússia está disposta a destinar US$ 1 bilhão (R$ 5,3 bilhões) ao Conselho da Paz, valor que seria proveniente de ativos russos congelados pelos países europeus.