O acesso indevido foi feito por um servidor do Serpro (empresa de tecnologia do governo federal) cedido à Receita Federal, afirma o texto.
"O filho de outro ministro do Supremo também teve a declaração de Imposto de Renda devassada sem autorização judicial", diz a matéria.
Caso o ilícito seja confirmado, os autores podem responder por sanções administrativas e criminais, neste último caso, se a informações obtidas tiverem sido repassadas a terceiros.
Moraes já havia determinado que a Receita rastreasse qualquer consulta ou tentativa de acesso envolvendo integrantes do STF, além de esposas, filhos, irmãos e ascendentes, no âmbito do inquérito das fake news, que apura ataques coordenados contra integrantes da Corte nas redes sociais.
O relatório com o resultado desse rastreamento deverá ser apresentado após o Carnaval, de acordo com a reportagem.
Pedido de quebra de sigilo em CPI e Banco Master
De acordo com a apuração do jornal, Moraes busca identificar a origem de vazamentos para a imprensa sobre informações que o relacionam ao Banco Master. Isso, porque reportagens afirmam que a esposa do ministro manteve por meio de seu escritório de advocacia contrato de R$ 129 milhões com o Banco Master, que é investigado por crimes de fraude e lavagem de dinheiro.
No início do mês, o senador Alessandro Vieira (MDB-SE), relator da CPI do Crime Organizado, fez um requerimento para a convocação da esposa de Moraes para depor sobre o caso. No requerimento, o senador pede a quebra de sigilo bancário, fiscal, telefônico e telemático da advogada, alegando "indícios veementes" de que o sistema jurídico e escritórios de advocacia foram instrumentalizados para acobertar ações ilegais do Banco Master.
Vieira também convocou os irmãos do ministro Dias Toffoli, do Supremo, para prestar depoimento na comissão. O senador justificou o pedido com a suspeita do uso indevido de influência institucional para fins privados, afirmando que isso pode configurar um "braço de apoio logístico ou político para estruturas criminosas".
O pedidos serão analisados pelo presidente da CPI, Fabiano Contarato (PT-ES).