"Este não é um problema de imperialismo, nem de esquerda ou direita. É uma questão central de economia, uma economia para o povo que todos devemos construir juntos, e estamos tomando as medidas apropriadas", declarou Paz nos Estados Unidos. Ele acrescentou que, além das posições políticas, "trata-se da pátria, e da pátria com todos aqueles que querem trabalhar e nos ajudar a fazer a Bolívia avançar".
Em que consiste o plano dos EUA?
"Os EUA treinarão e mobilizarão as forças armadas das nações aliadas para alcançar a força de combate mais eficaz, necessária para desmantelar os cartéis e sua capacidade de exportar violência e exercer influência por meio da intimidação organizada", afirmou no terceiro ponto.
O mundo bipolar segundo os EUA
Mas "a questão central são os recursos, e ele afirma isso de forma transparente. Nessa cruzada, Trump precisa do reconhecimento do maior número possível de países onde possa exercer influência".
"Pode-se entender que [os EUA] também estão impondo uma certa lógica, no sentido de dizer: 'Se vocês não estão comigo e têm recursos naturais, preparem-se para problemas'", explicou Bejarano.