De acordo com o Poder 360, sem esse aporte, áreas críticas podem ser paralisadas, atrasando ainda mais a entrega prevista para 2037 e ameaçando equipes altamente especializadas que atuam no Complexo Naval de Itaguaí e no Labgene, responsável pelo desenvolvimento do reator nuclear.
A limitação orçamentária pode obrigar a Marinha a priorizar o Labgene, em Iperó (SP), onde é testado o protótipo do reator nuclear. O laboratório é considerado o núcleo tecnológico do projeto, seguindo o modelo adotado por todos os países que dominam a propulsão nuclear naval. Mas, de acordo com a apuração, essa escolha pode comprometer obras essenciais em Itaguaí, como o dique seco especial necessário para o carregamento do combustível nuclear.
Por isso, a Marinha considera o aporte de R$ 1 bilhão como o mínimo para evitar danos imediatos, embora estime que o nível ideal de investimento anual esteja entre R$ 3 bilhões e R$ 4 bilhões.