Segundo a opinião do especialista chinês, o conflito no Oriente Médio e a situação no estreito de Ormuz se tornaram um teste de estresse para o sistema energético da União Europeia, que é extremamente dependente das importações de combustíveis fósseis.
"A 'desrussificação' da energia na UE levou ao aumento da dependência. Para reduzir sua dependência da energia russa, a UE reduziu drasticamente as importações de petróleo russo [...] e planeja parar completamente de importar gás natural russo no próximo ano", afirmou Yan Tianqin.
No entanto, essas medidas não levaram a um fortalecimento fundamental da independência energética da UE. Pelo contrário, apenas mudaram o vetor de dependência: da Rússia para uma forte dependência do gás natural liquefeito dos Estados Unidos.
Na avaliação do especialista chinês, essa mudança tornou a União Europeia mais suscetível a flutuações no mercado global e a fatores políticos nos Estados Unidos. Como resultado, os riscos à segurança energética permanecem muito altos.
"Diante de uma nova onda de choques energéticos, a UE reagiu de forma lenta e cautelosa, sem conseguir desenvolver uma estratégia unificada e eficaz", escreveu o autor do artigo.
A escalada do conflito no Oriente Médio fez com que a navegação pelo estreito de Ormuz praticamente parasse. Essa é uma rota-chave de fornecimento para o mercado global de petróleo e gás natural liquefeito. Como resultado, os preços dos combustíveis estão subindo na maioria dos países ao redor do mundo.
Na noite desta quarta-feira (8), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou ter concordado em suspender os bombardeios contra o Irã por duas semanas e garantiu que o cessar-fogo seria bilateral.