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Sonda SMILE é lançada para investigar como tempestades solares afetam o campo magnético da Terra

© Foto / ESA / M. PédoussautA espaçonave Smile (dourada) foi fixada a um adaptador de foguete Vega-C (cone preto) no dia 25 de março de 2026, em preparação para o lançamento do Centro Espacial Europeu na Guiana Francesa
A espaçonave Smile (dourada) foi fixada a um adaptador de foguete Vega-C (cone preto) no dia 25 de março de 2026, em preparação para o lançamento do Centro Espacial Europeu na Guiana Francesa - Sputnik Brasil, 1920, 19.05.2026
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Sonda europeia‑chinesa SMILE é lançada para investigar como ventos solares extremos e explosões de plasma interagem com o campo magnético da Terra, realizando as primeiras observações de raios X desse escudo natural e ajudando a prever tempestades capazes de afetar satélites e redes tecnológicas.
O Explorador da Ligação entre Vento Solar, Magnetosfera e Ionosfera (SMILE, na sigla em inglês), desenvolvido pela Agência Espacial Europeia (AEE) e pela China, foi lançado, como sugere seu nome, para investigar como ventos solares extremos e explosões de plasma interagem com o campo magnético da Terra. O objetivo é compreender melhor tempestades solares capazes de danificar satélites, afetar astronautas e produzir auroras intensas.

O lançamento ocorreu em Kourou, na Guiana Francesa, a bordo de um foguete Vega‑C. Cinquenta e cinco minutos depois, a sonda se separou a 700 quilômetros de altitude e iniciou sua trajetória rumo a uma órbita altamente elíptica que a levará a dezenas de milhares de quilômetros da Terra.

A missão permitirá observar a aurora boreal por longos períodos, graças ao ponto mais distante da órbita, a 121 mil quilômetros sobre o Polo Norte. No extremo oposto, a 5 mil quilômetros sobre o Polo Sul, a sonda enviará dados para a estação Bernardo O'Higgins, na Antártica.
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O SMILE vai estudar como partículas carregadas do vento solar e de ejeções de massa coronal atingem o escudo magnético terrestre. Essas partículas viajam a cerca de dois milhões de quilômetros por hora e podem chegar ao planeta em um ou dois dias.

Quando tempestades intensas ocorrem, parte dessas partículas penetra a atmosfera, com potencial de afetar redes elétricas e sistemas de comunicação. Episódios históricos, como a tempestade de 1859, mostram que auroras podem alcançar latitudes tropicais e causar danos tecnológicos.

Para avançar no entendimento do clima espacial, a sonda fará as primeiras observações de raios X produzidos pela interação entre partículas solares e partículas neutras da alta atmosfera. A coleta de dados deve começar cerca de uma hora após a entrada em órbita.
Projetada para durar três anos, a missão pode ser estendida. O lançamento, inicialmente previsto para 9 de abril, foi adiado por um problema técnico, mas agora marca um passo importante na capacidade de prever e mitigar os efeitos de grandes explosões solares.
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